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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

13
Ago18

Férias, viagens, trambolhões...

Mariali

A viagem agendada para o final de Julho até aos primeiros 6 dias de Agosto, já, em si, provocou uma adrenalina própria que o viajante sempre experimenta. Desta vez, visitámos S. Petersburgo e Moscovo. 

Fiquei  deslumbrada?...

Direi, até, apaixonada pelas estas duas maravilhosas cidades. Não fui a única, o que me apercebi, várias pessoas do grupo confessaram estar a sentir o mesmo...

Numa das mensagens que enviei para meus familiares, disse:- Converti-me.

 

Ora, cá por casa, já estão a tentar opinar e fazer, à rebelia, tudo para que eu me esqueça da minha última paixão. Sou teimosa e sei que vai ser difícil esquecer.

E eu gosto de gostar assim, rápido, à primeira vista. Os ruídos ou interferências, esses, vou tentar ignorá-los.

Só sei que adorei!!!

 

Quanto aos trambolhões?...

É... Em uma saída de praia, em direção ao bar, dei uma chinelada na borda do estrado de madeira, cambaleei um percurso de 10 metros, adquiri alta velocidade, e só parei quando cabeceei um tubo de ferro bem fixo, fazendo um estrondo que entoou toda a praia e arredores... :) Caí, imobilizada. Rodearam-me, alguém já ligava para o INEM e só ouvia:- sente-se nesta cadeira.

Eu, mesma, tive de dar ordens para que aquela gente se acalmasse. Pedi gelo e que me deixassem estar um pouco em repouso... 

Infelizmente, para eles, não houve mais espectáculo. Tudo bem.

 

Mas foram 5 dias, precisamente os dias antes da viagem, de observação e cuidado.

Pronto. Agora que ninguém se atreva a dizer que estou a sofrer de efeitos secundários... :) ;)

 

Sem mais pormenores, algumas fotos das mil e pico... Difícil a escolha.

 

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20
Jul18

Olhares

Mariali

Cada um de nós vê o mundo com os olhos que tem, e os olhos veem o que querem,

os olhos fazem a diversidade do mundo e fabricam as maravilhas, ainda que sejam de pedra,

e altas proas, ainda que sejam de  ilusão.

                                                                              José Saramago

 

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 *foto de smartphone

10
Jul18

Triste realidade...

Mariali

Naquela tarde fizemos praia num local onde há filas de barracas que se direccionam ao mar e todas estão ocupadas, porque o dia é de muito calor. Mas há os espaços reservados a paraventos e guardassóis. Aí, nos encontrávamos. Também havia um grupo grande de jovens com seu alarido, não direi próprio da idade mas sim da má educação, como mais tarde constatámos.

Um senhor com fisionomia tailandesa, daqueles que percorrem a praia para serviço de massagens, passou à nossa frente de olhar meigo e sorriso tranquilo. Era o modo de nos abordar se queríamos ou não os seus serviços.

Duas jovens do dito grupo, prontamente, fizeram-lhe sinal, e, durante 30 minutos, receberam as massagens. Estavam rodeados de todos os outros jovens que, entretanto, proferiam piadas de vocábulos pouco apropriados, como que todo o espaço lhes pertencesse.

De repente, vemos o senhor, em silêncio, a arrumar a sua maleta, e alguns jovens a mostrarem-se incomodados, (não sei se de verdade ou se por simulação)... As duas jovens tinham desaparecido sem efectuar o pagamento.

 

E o espaço onde eles se encontravam?! Ficou repleto de garrafas, latas, pacotes vazios...

 

O que é isto?!... Que falta de educação é esta?!... Que força e vontade de transgedir os move?!... A coesão de grupo move-os para o mal?!...

Uma das minhas filhas estava presente. Olhou-me e interrogou-me:- Não vais lá chamar-lhes à razão?!...

Nem respondi. Senti-me envergonhada pela atitude deles e pela minha.

 

Ficámos a conversar e a tentar perceber que jovens eram aqueles. Conhecemos e convivemos com muitos e não conseguíamos imaginar esta cena entre eles. O meu irmão dizia que pertenciam a qualquer instituição ou bairro social. Eu não concordei, nem acredito, mesmo. É muito fácil rotular pessoas mais carenciadas de mal-educadas, falsas, perversas. A carência não era a nível material. Nem tão pouco por falta de formação.  

 

 Arriscaria a dizer que, talvez, esta é uma forma patológica de exibicionismo.

 

 

 

01
Jul18

Catarse, será?

Mariali

O tempo passa devagar. A cada passo, recordo o que acontecia há um ano: muita esperança misturada de desespero, tristeza.

Nunca gostei de sentir esperança.

Percorríamos muitos quilómetros para tornar mais leve a doença, para diminuir despesas e cansaço, para não desperdiçar tempo... Íamos intercalando na ajuda.

 

No princípio, houve muito desânimo. Recostado no assento inclinado para trás, olhos fechados, quase não se segurava, nem falava. Assim era cada dia, cada viagem.

A radioterapia e a quimioterapia terminaram e ele já sentia melhoras, mais peso, mais ânimo. Até ligou-me, depois de o termos deixado em casa, a agradecer o que fizemos e, também, satisfeito por não ter havido percalços...

 

Pausa.

 

Segunda fase de tratamentos. Pleno Verão. Os tratamentos não resultavam. Os mais lúcidos, logo perceberam para onde ele caminhava. Eu não quis entender e ele também não. Esperança. A tal esperança que não gosto de sentir... Tudo foi um passatempo, um entretenimento.

 

Mais novo nove anos que eu, o meu menino, o meu protegido, diziam. Em famílias grandes, os irmãos mais velhos têm sempre um protegido. Ou um aliado. Nos jogos, na entreajuda, nas quezílias...

 

E em Setembro, deixou-nos. Há pouco, ele tinha cuidado da mãe. Ela também tinha partido uns mesitos antes. 

 

Estes dias, recordo-o em todos os espaços onde estou. No campo. Na praia. Nas nuvens... Apesar do esforço presente no dia a dia: pensar e imaginar, o mínimo possível.

 

Outros dias e outras partidas se seguirão. É assim em famílias grandes.

 

 

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22
Jun18

Ooops!

Mariali

Oh!... Peço desculpa...

Não é arrogância, nem qualquer coisinha má que possa transparecer. Sempre que fazem um link ao meu blogue, porque sou nomeada para participar com um post, eu quebro a corrente.

Perdida no meio de um turbilhão... Enfrento, de imediato, carradas de razão e afazeres... A sério!

O meu cérebro começa a borbulhar e...

Ooops! Amnésia acompanhada de náuseas.

Depois tudo passa.

 

 

*ilustração do texto :) 

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07
Jun18

Uma espreitadela ao baú

Mariali

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* na mais recente viagem, encontrei esta mala

 

 Há pouco, encontrei este objecto abandonado. E, ao vasculhar no baú de memórias adormecidas, reli uma historiazinha idêntica a muitas que existem por aí. Com certeza.

 

Há muito, muito tempo... Era uma vez...

 

Ela passava pelo tempo (ou o tempo por ela?) em correria desenfreada, atropelando-se em acontecimentos inesperados, conseguindo enganar gripes, constipações e, ainda mais grave, a si mesma.

Um dia, a filha mais pequenina adoeceu e ficou uns dias em casa.

Observava fotos de seus pais em casamentos e outras festas. De repente, iniciou um choro contínuo. Dizia que queria a mãe, que ela estava triste, que o pai estava a sorrir... Lá, nas fotografias.

Para convencê-la de que não era verdade... Que eram só fotos... Parece que demorou algum tempo.

 

Então, aconteceu algo. Pequenino, em comparação com a agitação dos primeiros anos de casados. Clarificaram um pedacinho do modo de vida. Abaixo a hipocrisia!

Participar em eventos, juntos, sim, quando os dois eram parte desse acontecimento (de familiares e amigos). Não por ela ser esposa de Fulano ou ele ser marido de Cicrana.

 

Assim, foi dado um pequeno passo na liberdade individual, e um grande passo na liberdade do casal. 

 

E alguns registos fotográficos passaram a ser mais autênticos. :)

 

01
Jun18

De cortar a respiração

Mariali

Trás-os-Montes e Alto Douro tem paisagens de cortar a respiração. Eu sabia, tu sabias... Todos já sabíamos.

Mas sempre gostamos de dizer que a nossa província é mai linda que a vossa! :)

 

Viajámos acompanhados por mais três casais, sendo um deles transmontano. Portanto, levávamos a lição bem estudada.

Para pernoitar e para o pequeno almoço, usufruímos dos óptimos serviços do Hotel Lamego. 

Vila Real, Régua, Pinhão, Lamego, localidades que já conhecíamos, mas só de passagem, de resto, foi andar por todos os cantos e recantos que nos fizeram pasmar, registar, saborear...

 

 A famosa estrada que liga Régua passando o Pinhão, obriga-nos a parar, sair do carro, para tentarmos entender tamanha beleza e arquitectura de natureza. 

 Paisagens de terra desenhada e revolvida, as videiras pequeninas, as oliveiras e sobreiros, os famosos socalcos, e, claro, o rio Douro e seus afluentes serpenteando...

Somos invadidos pelos mais diversos tipos de pensamentos. Como será possível trabalhar os terrenos, conseguir nivelar, encosta acima ou abaixo?... Tanto trabalho! 

 

A foz do rio Sabor. O encontro e a união ao rio Douro. Silêncio, um borbulhar da água, o saltitar de peixes, o céu reflectido no leito dos rios, em simetria. E o Douro seguindo seu percurso... Lindo! Mágico!

Neste local há um restaurante pequenino que serve os famosos peixinhos do rio Sabor, fritos e acompanhados com migas. 

 

Também, não poderia deixar de mostrar uma milésima parte dos meus registos, e trazer-vos uma singela papoila campestre, "parecendo" igual a muitas outras que existem por aí... :) ;)

Como a rosa do principezinho, esta é especial. 

  

*rio Douro entre socalcos

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*foz do rio Sabor

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*ponte e torre de Ucanha

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*Régua

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*Sé de Lamego

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 Árvore podada

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*papoila silvestre

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15
Mai18

Porque sim...

Mariali

A cidade que adoptei, desde a mudança de estado civil, e já lá vão décadas, apesar de ser histórica, limpa e arrumada, pouco me tenho debruçado sobre ela, aqui, neste meu sítio. Porque, geralmente, uso fotos do campo, de viagens... E, também, porque prefiro ficar no meu cantinho sem grande publicidade.

Colhi flores espontâneas. No jardim, havia roseiras floridas, e, ainda, algumas camélias, lindas.

Uns dias por Lisboa, também . Pela 1ª. vez fui à feira da ladra; uma das minhas filhas insistiu em explorar o espaço e fazer algumas compras. Gostei. Almoçámos por lá. Sensação cosmopolita :) .  Nesse restaurante, falavam inglês, por mais que tentássemos expressar a nossa língua. No hotel, vigilância apertada, devido ao eurofestival...

Simpáticos. Calor humano. Gosto de Lisboa. Gosto da minha cidade. Gosto do campo...

Gosto da lua, de fotografia, pintura, caminhadas, viagens...

Gosto porque me faz bem. ;)

 

 

*pelo campo, colhi flores espontâneas 

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*por Lisboa

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05
Mai18

Palavras à deriva

Mariali

Hoje, apetece-me sentir que a fé e a esperança são coisas que nos iludem. Coisas que nós sabemos que estão aquém daquilo que desejamos. Porque não conseguimos parar o desenrolar dos acontecimentos. O que pensamos ou pretendemos não tem qualquer força, efeito, nem poder para estancar o enrodilhar da vida. Apenas resta-nos aceitar esse acontecer.

 

Envolvia-nos nas tarefas e, como em um ritual, participávamos, atentos, curiosos... 

Era a passagem do seu legado.  Na nossa ingenuidade, apreendíamos os seus gestos, a sua destreza, habilidade, conhecimento...

Gosto de a imitar. Sei que a minha marmelada, as iguarias de natal, e, principalmente, a força e o estímulo não se comparam...

 

Amanhã, prometo não esquecer um ingrediente tão completo e tão eficaz que, dizem, é a cura para muitos males da sociedade de hoje - resiliência. 

 

 

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 *as flores das árvores de fruto são muito especiais...

 

 

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