Registando elevações ou depressões com seus rios ou afluentes que umas vezes transbordam, outras, parecem ressequidos e/ou cansados de intempéries...
Não há pressa em avistar o mar. Não há pressa que o sol brilhe, nem que a lua, iluminada por ele, surja no seu bailado feiticeiro.
Assim vai a história construindo-se de pequeníssimas estorietas, reparo. Parece que o sonho partiu e quer abalroar-nos de vazio ou absorver-nos em poeira. Cegando-nos, devagarinho e querendo-nos emburrecer, perdemo-nos do ideal de cada vida nossa.
Qual ideal???...
Quero sacudir-me... Se puder, deixar-me ser! Como Exemplo, como Maior, como Mãe, como Humano.
Entusiasmar por pequeninos acontecimentos, sorrir até os cantos da boca me doerem, fazer projectos, e, se puder, cumpri-los...
Viajar, abraçar gente que gosto, sem precisar de dizer que a amo.
Correr avançando degraus. Sentir-me num corpo sem idade.
Não precisar explicar com palavras o que canta o coração, mas, e, se puder, compreendê-lo.
Antes de lá chegarmos, ainda bem distante, avistámos a montanha, parecendo um homem de perfil, deitado, cuja saliência de maior relevo é o nariz. - Chamam-lhe a montanha Nariz do Mundo.
Uma paisagem de um vale e um restaurante que adoptou o nome da montanha.
No domingo, véspera de S. Martinho, subentendia-se que poderíamos pré-festejar comendo castanhas. Mas não, na verdade não se proporcionou. Festejos de dois aniversários, com tudo o que faz parte, e muito pessoal, jovens e menos jovens, muitas conversas, risos... Muito.
Eu chegara de Budapeste no sábado, perto da meia-noite. Cansada. Então, não deveria estar a fazer frete?!...
Entre os meus, em local onde se encontram minhas origens/raízes, sonhos, memórias... E, quando assim acontece, a energia não se esgota.
Quanto ao vinho, não faltou, eu é que não provei. Ainda de ressaca, por causa da viagem, claro ;)
Lá, mais abaixo, perto do pequeno rio, alguns registos.
Fim de semana a apanhar algumas castanhas, abrindo ouriços, picando os dedos... Entre ouriços de castanhas perdidas, um grande ouriço abria e fechava dois buraquinhos, os olhos, tão discreto que, se não fosse o meu "armazenamento em memória" desde o tempo de criança, não o reconheceria- o ouriço-cacheiro. Permaneceu tão imobilizado que seria difícil apercebermo-nos dele.
Mais perto de casa, entre uma trepadeira e outras plantas de jardim, num tronco apodrecido, uma "montra" de pãezinhos de leite e de alfarroba.
Parece. :))
Desloco-me mais uns metros e visualizo umas florzinhas também elas guardadas na caixinha da memória . Tão lindas e subtis...
Não usamos herbicidas, talvez a razão de ainda existirem.
Nome?- Não sei.
Claro que não poderia deixar de encontrar os santieiros (cogumelos, frades...) . Bem, não fui eu que os encontrei, essa perícia nunca existiu em mim. Mas cozinhei-os e saboreámos o petisco, também ele elaborado como nos tempos de criança.
A atenção depressa se dispersa, e já me ia esquecendo dos medronheiros que foram transplantados neste local. Na altura, foi uma aventura. É um planta protegida e foi complicado transportá-la desde a minha terra natal, aonde tínhamos várias nos terrenos perto do rio, para esta, que é a do meu M. As plantas não aceitaram a mudança, foram dadas como mortas, as folhas caíram, os ramos desnudaram-se... Eu não queria acreditar. ..
Mas uma excelente poda e, sempre, bem regadas com muito carinho, sobreviveram e estão carregadas de frutos.
E um verdadeiro arranjo campestre que eu adoro. Em 30 segundos ficou pronto e transportei-o para cá, para a cidade onde moro, feito com arbustos e abóboras lá do local.
Nova Acrópole-Organização internacional- Filosofia- Cultura- Voluntariado
*imagem retirada do facebook da página da Nova Acrópole
Como tempo livre, (uma ou duas vezes por semana), é este sítio que tenho vindo a frequentar desde Janeiro, só com um intervalo de 15 dias de férias em Agosto.
Espaço de muita reflexão... Por vezes, até faz doer os neurónios. Ou será a "caixa" onde eles se encontram...
Escola de Filosofia e Organização cultural sem fins lucrativos. Destinada à divulgação da Filosofia como máxima" Conhece-te a Ti Mesmo". Para além de incluir um programa de estudo e formações, possui, também, um interessante programa cultural nas mais diversas áreas do saber.
"Se a tua boca permanece calada, não terás conflito com os demais. Se tua mente permanece em silêncio, não terás conflitos contigo mesmo".
Siddharta Gautama
Póvoa de varzim, Verão passado, comprei um livro por 5 euros na "Feira do Livro".
Não conhecia a autora, mas o título, O Príncipe Siddharta, As Quatro Verdades, prendeu-me a atenção. Esperava ver o nome do escritor Hermann Hesse. Mas não, é o segundo livro de uma trilogia de autoria de Patricia Chendi.
As Quatro Verdades,- Siddharta provará a imensa força do deus dos mais obscuros abismos do inferno, Mara, e conhecerá também a intensidade da sua própria determinação em tornar-se Buda, o Iluminado...
Baseado nas Quatro Nobres Verdades do Budismo e o caminho para a libertação. Não é fácil .