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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

18
Out15

Livros

Mariali

É sempre tempo de relembrar...

Li muito pouco neste verão, porque passei o tempo a saltar de um lado para o outro.

Faço parte de famílias grandes que vivem espalhadas por todo o lado, com seus afazeres e sem um ponto que os motive ao reencontro. Assim vão passando os anos. Antes que a razão do encontro familiar fosse um triste encontro, e antes que o tempo nos vença, organizei dois convívios. Exigiu muita estratégia, coordenação, trabalho...

Por isso, relaxar sem nada fazer, nem sequer ler, também é essencial.

Um certo dia de nevoeiro e chuva miudinha, estava à beira mar, caminhando pelas ruas da cidade, quando encontrei uma loja de livros em 2ª. mão. Comprei dois livros, pequenos mas intensos no seu conteúdo. Carta ao Pai de Franz Kafka e A Instrumentalina e Outros Contos  de Lídia Jorge. Custaram-me 7 euros.

Posso dizer-vos que acertei em cheio. É impressionante como me revi nos dois géneros de escrita e estórias. Adorei. Adorei. Porque, como vou dizendo, os livros que vão de encontro às minhas raízes, ao mais profundo e desconhecido de mim, eu sei lá, aqueles que me deixam a matutar durante meses, ou uma vida... Esses são os meus preferidos.

E fiquei feliz por esta descoberta, assim, espontaneamente, num passeio descontraído, pelas ruas da cidade.

09
Out15

Cada um vê o que quer ver

Mariali

Teres fama sem proveito é uma "coisa lixada"... Às vezes, só queremos ser divertidos!  Mas lá diz o ditado, onde há fumo há fogo. O facebook é um sítio que, para algumas pessoas, vale tudo. Eu prefiro usar o meu blogue para as minhas "confidências" de momento. Desconhecida e invisível, o que hoje escrevo parecendo importante e verdadeiro, amanhã não passa de um devaneio e de uma mentira...

Então desta vez aconteceu o seguinte:

Publiquei um álbum de fotos no facebook e não é que uma amiga, em mensagem privada, alerta-me para uma foto, que estava bastante explícita... Olhei, olhei mas nada vi. Pensei que era brincadeira...

Hoje, que é o dia seguinte, vejo um comentário de outra amiga a essa tal foto: -Watt? Deve ter-se enganado na escrita, penso. Mas já são dois alertas... Voltei a olhar, a olhar, mas nada vi. Mais tarde volto ao facebook e volto a olhar... De repente, reparo que fotografei um testículo do cavalo... Oh my God! Não acredito!

Da fama já não me livro. Voltei a ver, voltei a olhar e agora também só vejo o que elas veem. 

Não tinha reparado. A sério. Mas não vou lá justificar-me. Elas é que viram logo aquilo que queriam ver. E depois? É anatomia. Pronto. Chamem-me Totó... 

Oh my God!

                   DSCN5976.JPGDSCN5977.JPG

 

02
Out15

E era uma vez...

Mariali

De costas viradas, ela caminhava pelos passeios, passadeiras, largos e travessas, um parque. Sempre em frente. Sempre de costas viradas para o sol, de olhos embaçados, protegidos por óculos escuros, caminhou, caminhou... Já com o sabor de Outono, o sol aquecia a nuca, as omoplatas... Um bem estar físico fazia-se sentir. E ela seguia. Sempre. 

Uma saudade, como que um desespero, invadia-a e convidava-a a mudar de percurso.

-Não sei- pensou- Não devemos de voltar ao local onde fomos felizes- dizem.

Há que se decidir. Rápido, é já ali. A rua, o palácio. A anca rodou para a direita, o pé esquerdo, no ar, ziguezagueou, mas o direito fincou pé  e, desconsertada no seu jeito, endireitou costas e seguiu. Sempre em frente. Atravessou toda a parte baixa da cidade. Entreolhava, por vezes, seu reflexo nas montras, só para ver sua postura. Costas direitas, ombros longe das orelhas. E as casas ao longe, a paisagem ao longe. Nada a prendia.

O sol acompanhou-a como um anjo da guarda. E se fosse isso? Olhou a montra. Não viu asas. Era o sol. Temperou-a com uma boa dose de energia e depois, na volta, obrigou-a a caminhar de frente para ele, e a desligar sua mente irrequieta, mesquinha, egoísta, enviando-lhe, directamente ao seu olhar, a luz já pálida e cansada de um dia...

Seguiu para casa. À direita, à esquerda, em frente... Era assim que tinha de ser.

DSCN8222.JPG

 *perto do céu

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