Sempre achei esta capacidade minha bem desenvolvida: - Discernir.
Não sei o que pensarão os outros... Se pedisse provas disso a meus famliares e amigos chegaria a uma conclusão. Pouco interessa, não? E argumentar sobre isso seria falta de discernimento. Penso. Discirno.
Este fim de semana estive na aldeia, e mais uma vez fiquei rodeada de seres minúsculos e graúdos que brotavam sorrisos de todas as cores e em todas as direcções.
Eis alguns desses sorrisos, apreciem-nos, antes que seja tarde...
E todos os anos fotografo este local onde esta planta habita. Antes de florir, nada existe por ali, tudo parece adormecido. Quando floresce, o espaço fica assim...
Mais varinhas deste arbusto estão espalhadas por lá, mas não se decidem a desabrochar. Imagino como, um dia, tudo ficará bonito...
Não sei o nome. Sei que adoro esta flor e visito-a, sempre que vou ao campo.
Com o devido respeito... Não é por acaso que o homem interfere na natureza, abruptamente. Por vezes, baralha-nos e obriga-nos a repensar que o mundo sempre gira e que, em certas ocasiões, tudo parece estar de pernas para o ar.
"Gonçalo, Teresa, Duarte, Pedro, Isabel e Inês pertencem a uma geração que vive a dramática ruptura com a herança ideológica pesada, onde o catolocismo tradicionalista arbitra as regras da existência. Estes protagonistas, embora com as mais diversas filosofias de vida, estão todos eles marcados por uma sociedade bem portuguesa e, todos eles, na fragilidade das suas vidas, da sua solidão, se encontram estreitamente ligados na solidariedade e no amor, que são afinal os únicos valores a darem significado às suas existências.
Mas, se Os Nós e os Laços é um romance de conflito de valores com o passado e o presente, é também exploração de novos percursos que se entreabrem à experiência de cada um dos personagens: é a descoberta do corpo como lugar privilegiado de comunicação, são os jogos de existência em que bem e mal permutam constantemente de posição, e é sobretudo esse discreto e instaurador movimento de pensar o mundo no feminino.
Quanto à novidade da escrita de Alçada Baptista, é outra vez o retorno ao encanto da espontaneidade, à narrativa fluente, ao gosto de ler".
O livro Nós e os Laços, já o tenho e li-o há mais de dez anos, mas precisei de reler. Aconselho-o.
É Primavera, a natureza surpreende-nos a cada dia, principalmente se vivemos no campo.
Hoje, uma das minhas sobrinhas enviou-me esta foto. (É o privilégio de quem troca a cidade pelo campo). Pelos vistos, um casal de poupas costuma passear-se em frente a sua casa, descontraidamente. Esta foi fotografada perto de uma oliveira de tronco esburacado que é, com certeza, o local da nidificação.
Há tantos anos que eu não via este pássaro! Já não me recordava dele, já não fazia parte das minhas viagens de memória...
Fiquei feliz por dois motivos, por esta ave continuar a escolher o seu habitat nas terras de minha meninice, sinal de que aí encontra espaços limpos de poluição, apropriados para criar seus filhotes e, ainda, por gerações mais jovens terem a oportunidade de contemplar este lindo ser.
Agora, façam favor de preservar e melhorar o que seus avós lhes passaram!
Tempo de Páscoa, de receber e visitar afilhados, presentear com estima, carinho quem por laços de sangue nos une, e que, por vezes, já tanto nos desiludiram...
Tempo para esquecer e renovar nossas vidas. É tempo de Primavera.
Os raios de sol começaram a aquecer, os terrenos, cada um com suas características, estavam prontos e as sementes foram lançadas.
Tudo parece em conformidade, e, ao mesmo tempo, tudo pode acontecer. Mas há que confiar nas condições climatéricas e em todos os elementos que, à partida, parecem vigorosos e provêm de boa cepa...