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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

03
Ago14

Desabafos- tempo sem idade

MariaLi

Era o tempo denominado "férias grandes". Quase que me esquecia das lições tão sérias e importantes que fariam de mim uma mulher. As brincadeiras eram tantas para preencher um dia! Tinha de haver muita criatividade para que não houvesse desânimo, ou falta de sentido nas nossas vidas. E, como éramos muitos, irmãos, sempre surgia uma ideia diferente para concretizar a cada dia. Nem que fosse asneira... 

Uma das brincadeiras com uma das minhas irmãs- os ensaios para quando tivéssemos quarenta, cinquenta, ou sessenta anos- vejo, agora, que foi uma perda de tempo. Vestíamos roupas da minha mãe, e outras que por lá havia do tempo da minha avó. Elaborávamos penteados presos por grandes pulverizações de laca e com ganchos e travessas enormes, dizem, se bem me lembro, feitos com osso de tartaruga... Os sapatos e carteiras também fizeram parte destes ensaios tão a preceito. Mas que velha feia eu ia ser! Não sabia se suportaria tanta fealdade quando me aproximasse dos quarenta...

Os tempos mudaram. As férias deixaram de ser assim tão grandes. As crianças e adolescentes não necessitam ser tão criativos para brincar...

E as mães e filhas vestem, calçam, penteiam-se do mesmo modo. O recheio, esse, com certeza, é bem diferente. Mas tudo o que as envolve e as faz sentir bem na sua pele, não tem de ter etiqueta ou letreiro conforme a idade; tanto pode ser usado por uma trintona, quarentona, como por uma "sexygenária"... 

{#emotions_dlg.smile}

 

08
Jul14

Livros e outras estórias

MariaLi

Reli o Homem Duplicado, entretanto, vou lendo outros livros enquanto o filme não passa pela minha cidade... Comprei Photomaton & Vox de Herberto Helder e porque me sugeriram o livro de Le Clézio, Deserto, também o comprei.

Foi bem engraçado o modo como este livro entrou na minha estante, melhor dizendo, vai entrar depois de o ler. Não sei se foi "cantada", nem qual o motivo de tanta recomendação. O funcionário da Fnac, da idade das minhas filhas, abordou-me e quis conversar sobre os meus livros e autores preferidos... Eu já tinha comigo o livro de Herberto Helder e outro de Valter Hugo Mãe. Estava indecisa qual o livro que iria oferecer a uma amiga. Conversa dali, conversa dacolá, acabei por deixar o do Valter e comprar para oferta um de Hermann Hesse, Siddhartha. 

No final, agradeceu a conversa e o gosto que teve em conversar comigo e ainda acrescentou que não era a primeira vez que acontecia... Estava bem enganado, nunca houve outra conversa, e estive para acrescentar:- Só se foi meu aluno! Mas não disse mais nada, queria que a conversa acabasse ali mesmo.

Uma carinha, laroca ou não, eu nunca esqueço. E concluí que a simpatia de certas pessoas deve ser moderada, porque já são tão naturalmente simpáticas que pode causar confusões. Penso e digo eu. E contra mim falo... {#emotions_dlg.happy}

 

05
Set13

Ao toque do coração

MariaLi

Só para desabafar um pouco sobre esta estação, considerada por alguns de "silly", mas que me deixa muita dúvida esta conotação. Estará correcta se se referir às politiquices, assunto que eu não quero entender.

A luz que o nosso céu nos envia faz aclarar ideias e assim arejar gavetas e gavetões tornando tudo mais límpido e, já agora, mais arrumado. Claro que as situações problemáticas continuam, mas o clima também influencia e pode melhorar o nosso estado de espírito e a nossa conduta. Não fossem os incêndios e toda a perda, principalmente, a humana, eu diria que esta estação é a mais inteligente.

Os banhos no mar, no rio, no tanque. O vestuário simples e leve que nos envolve. Os dias mais longos. As noites apetecíveis para caminhar. As refeições mais ligeiras. As escapadelas para ali ou acolá. E há sempre um familiar ou um amigo a exigir a nossa companhia...

Então, reparamos que o tempo passa de forma leve, e vemos que valeu a pena viver estes dias, esta estação, mais em comunhão, com mais risos nos lábios e no olhar, com mais um chá, um gelado, um café, entre confidências,  por aí, ao ar livre, recheados de amizade e ao toque do coração... 

Livros, televisão, computador, tudo foi minimizado... {#emotions_dlg.smile}

*Óbidos

16
Set12

A criança nº. 44

MariaLi

Esteve na prateleira bastante tempo. Melhor dizendo, "estiveram". Porque são dois os livros com o mesmo título. Foram oferecidos por um familiar a uma das minhas filhas, no espaço de um ano. Ninguém se aventurou a lê-lo, nem a perguntar-lhe o porquê desta oferta repetitiva. Como não adianta enterrar a cabeça na areia e como gosto de desafios, principalmente, em teoria...{#emotions_dlg.smile} 

No Verão do ano passado, estava de férias na praia e comecei a leitura. Fui lendo página após página um pouco desmotivada. Estava a meio do livro e desisti. Sentia ansiedade...

Este ano, em Agosto, uma das vezes que fui passar uns dias à beira-mar, reiniciei a leitura. Não é que a "viragem" da história estava mesmo ali?!

O romance é baseado numa história verídica. É tempo de Estaline, a força policial secreta intimida toda a população, mas, por outro lado, quer fazer parecer que tudo está sobre controlo, que não existe criminalidade... Mas há crianças cadáveres... Alguém que pertencia à polícia do estado soviético, que tinha assistido ao desaparecimento do seu único irmão, resolve desvendar o mistério, arriscando sua vida, desafiando o próprio Partido...

Só pelo desfecho da história valeu a pena ter insistido na leitura completa do romance. É uma história real, histórica, policial... Obriga-nos a reflectir profundamente...  

A verdade acabou por derrubar hipocrisias, crueldades, tiranias, demências... Pena é haver sempre vítimas e não aprendermos com os erros. 

*Se alguém estiver interessado neste romance, eu ofereço um dos livros.{#emotions_dlg.sleeping}

 

 

20
Ago12

O pequeno rio

MariaLi

Não posso deixar de me comover olhando estas imagens. Associo-as ao calor do Verão, às férias grandes de outros tempos...

O nosso pequeno rio... As águas continuam a correr rápido por entre as pedras. Por vezes, acalmam um pouco e formam pequenos lagos. Nos dias quentes de Verão, refrescávamos nas suas águas transparentes e frias. Aí, aprendemos a nadar. Sozinhos, entre irmãos, íamos mergulhando, experimentando e recebendo "dicas" deste ou daquele já mais dotado. A seguir, secávamos e aquecíamos os corpos arrepiados, trémulos e esbranquiçados nos penedos que adornam o rio.

Agora sinto-o mais triste, sozinho... É nostalgia minha, com certeza... Há mais vegetação e mais sombra; os peixinhos, as libelinhas, as cigarras continuam a fazer parte deste espaço refrescante, calmo e convidativo.

Sempre que temos oportunidade visitámo-lo e é com grande emoção que nos revemos...

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30
Jul12

Viajar no espaço e no tempo

MariaLi

 

Viajar de comboio e de metro, fora das horas de ponta, é barato, agradável e cómodo. Nunca nos preocupamos com o trânsito, e activa os neurónios. Os procedimentos vão mudando e há que acompanhar as novas tecnologias...  O importante, mesmo, é viajar seja em que transporte for, algum dinheirito é essencial e, deste modo, ficaremos sempre actualizados e ao destino, mais cedo ou mais tarde, lá chegaremos...

Estive no Porto e visitei "a casa portuguesa, sempre". Gosto muito desta loja. Desta vez, duas imagens captaram-me todos os sentidos durante alguns segundos. O bando de andorinhas e o cofre. Levaram-me numa viagem veloz à minha infância... A primavera, o verão, os ninhos, o chilrear, o despertar das plantas, as correrias ao ar livre... O cofre, este objecto majestoso. Um outro bem parecido fez parte das minhas brincadeiras, da descoberta do segredo, do código, e que tanta curiosidade e mistério provocou...

Duas fotos tiradas com o telemóvel.

 

 

31
Ago10

Sobre as férias...

MariaLi

As minhas férias foram passadas entre o campo, praia e a minha cidade. Como se nota, tenho usado e abusado da fotografia, porque tem havido encontros, comemorações e até um casamento surpresa!...

Bem, também aproveitei para reler alguns dos nossos autores do tempo de escola já bastante esquecidos, para mim, claro. Adorei a  obra de José Régio O Príncipe com Orelhas de Burro, história para crianças grandes... O Bobo, de Alexandre Herculano, é um regresso à Formação de Portugal; de Aquilino Ribeiro, li Cinco Réis de Gente, um romancito, é assim que o autor o define.

Não podia deixar de publicar mais estas fotos, elas anunciam a força do Verão...

 

 

 

 

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