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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

17
Jul19

Palavras à solta, livros e fotografias...

Mariali

A inspiração já não é o que era. Brotava do nada. Não faltavam oportunidade e vontade para estes momentos de escrita. Um retiro nos meus aposentos, sem que alguém me interrompesse, um passeio ao ar livre, uma observação aos corpos cintilantes que nos abrigam, à noite, uma leitura, uma situação do dia a dia... eram ideais para que, avulso, e ao correr da pena, as palavras saíssem, soltassem.

Vamo-nos modificando. Dias e anos sucedem-se e tanto mudou. A pintura e a fotografia, os meus hobbies, desvaneceram. A leitura, também, estremeceu, mas por pouco tempo, e as viagens surgiram e têm comandado a minha maior vontade.

Quem sou eu?... O que faço aqui? ... ( não é o "depois do adeus") As interrogações de menina continuam.

Para que escrevo? ...

O tudo avulso resta-me como um acontecimento sem data e hora marcadas.  Uma apatia de escrita, embora, um turbilhão de ideias percorra e estremeça o meu ser. Sempre a querer selecionar. Isto não, nem isto, nem aquilo...

Depois de escrito, deve sair, imediatamente, porque, se ficar guardado na "gaveta", no dia seguinte, segue para o lixo. Nada de importante. 

Vocês, também sofrem do mesmo? Ou poderei dizer que será um modo de economizar o meu e o vosso tempo?

 

Por inspiração do Sapo sobre as leituras para este verão, para já, aqui estão 3 dos livros que me comprometerei a fazer a leitura e as devidas reflexões.

Iniciei "O Sentido Oculto da Vida".67193999_2300819990003639_7506475318593454080_n.jp

 

E porque também me relaxa, alguns momentos captados, no último fim de semana, ao entardecer, no campo, depois de regar os espaços, que são parte da minha responsabilidade .

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*Registo através do smartphone

 

 

24
Jun19

Abaixo as emoções

Mariali

«Que mais vale seguir meu próprio dharma, mesmo imperfeito, do que o dharma d´outro na perfeição»

 

Já tinha dito que iniciei uma formação de Filosofia Prática em Janeiro, que tomei conhecimento  pelo facebook , que encaminhei para as minhas filhas, mas elas reenviaram-me afirmando que era excelente para mim.

Para aprender e para uma boa reflexão é sempre tempo. E a ver fui...

Terminou no fim de Maio. A avaliação foi um trabalho para apresentar, feito em casa. Ora, o  mais difícil foi como começar...

Havia a liberdade de elaborar como bem nos apetecesse. Então, por vezes, usei a 1ª. pessoa, para reforçar a aprendizagem, a reflexão que fiz durante estes 4 meses, com todos os temas interligados. Como uma história...

Como consegui, nem eu sei, foi necessário muita inspiração e transpiração.

Quando lá cheguei, pedi para ser a 1ª. a apresentar. E "arrumar" de uma vez com o meu estado de nervos.

Terminei a apresentação com o sonho sobre o meu pai, "o peso do coração do morto"..., uma leve referência ao Egipto (já publiquei este sonho). Mas as emoções, nesta parte final, traíram-me... Fazer figura de "lamechinhas", fora de horas, não gosto.

Bem, fui aplaudida, abraçada. Cá para comigo, pensei, por que razão...

Original. Diz que... Mas, equilibrar  o meu triângulo (tamas, rajas e sattwa), é necessário.

A virtude está no meio.

 

Estou em outra Formação- II Parte. 

 

18
Jun19

ROMA

Mariali

Estou em falta, nem que seja, somente, para comigo, por não ter publicado algumas das muitas fotografias das duas cidades que visitei: Cracóvia e Roma.

Vou mostrar-vos as que se referem a Roma. Cracóvia fica para outro post.

 

Já lá tinha estado, em Roma, em família e através de uma agência. Em Maio, fui com duas amigas, as do costume...:)

 

Então, quero aqui registar que não utilizamos qualquer transporte nos percursos que fizemos dentro da cidade. O hotel era situado perto da Praça de Espanha, por isso, calcorreámos ruas e praças, atravessámos pontes, do rio Tibre, visitámos igrejas e monumentos e até vimos o papa, sem marcação...

Tanto caminhámos, serenamente, como mais apressadas... Quando necessário, sentávamo-nos numa esplanada para saborear o momento,  ou um "tartufo de chocolate", um cafezinho, uma água...

 

E, já com saudades, acabámos o pacote de viagens marcadas em dia de black friday...;) 

 

Alguns registos...

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11
Jun19

Há recomeços que demoram

Mariali

Há recomeços  que demoram.

No fim de semana seguinte ao meu aniversário, tomei a decisão de fazer um convívio só com os meus irmãos e seus respectivos cônjuges, quem os tem, claro.

Apesar da presença de irmãos não ser na totalidade, éramos quase vinte.

Uma trabalheira, mas repleta de felicidade.

Já há muito que não os via deste modo, em festa. Relaxados, descontraídos, adolescentes, pareciam... Pudera, sem filhos ou netos para se distraírem ou preocuparem...

E, também, porque, os últimos "encontros", foram de despedida.

 

Todo o dia não se proporcionou para um momento que queria especial, "o silêncio", pelos que já partiram. O meu pai, a minha mãe e irmão. Os mais recentes, ambos, no mesmo ano, um a seguir ao outro.

O entardecer estava mágico, próprio do fim de um dia quente no campo.  E foi ainda debaixo do grande guardassol que jantamos. Depois, anoiteceu e já outra mesa, dentro de casa, esperava-nos para as sobremesas...

 

E foi o momento certo. Interrompi a alegria e conversas cruzadas de alguns. Pedi meio minuto de silêncio. Não é necessário descrever o que aconteceu. Nem eu sei, porque, no final das palavras, transbordei de tanta emoção... Os parabéns foram cantados como um hino, como um escape, como uma oração...

 

Houve abraços apertados. Abraços que jamais esquecerei...

E a festa continuou.

Quando nos lembramos de tirar fotos, já o céu reluzia estrelado, mas lá bem longe :)

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12
Mai19

Motivos para festejar

Mariali

 

Não mais entrou pelos portões verdes do cemitério para visitar seus familiares.

 

Era o seu aniversário, ontem, 11 de Maio. Uma festa que só ela sabe organizar.

Subimos a Montanha- o Nariz do Mundo. Tudo a preceito. Tudo com requinte, apesar da distância dos grandes centros e da simplicidade do restaurante ...

Porque, da mala do carro,  saíram cestas de malvas, castiçais e velas brancas, caixinhas e dedicatórias. Poemas...

E a toalha de xadrez, como pano de fundo, só podia contrastar e reforçar o bom gosto da aniversariante.

 

Sem querer descrever discursos e presentes, ementa e sorrisos... Um ramo era segurado em suas mãos. Ela observava-o,  apontava aquela e aqueloutra- as pétalas-, nomeando o nome das flores. Encantada... São lindas! E sorriu para mim. Talvez, certificando-se se teria sido eu quem o comprara.

 

Regressámos. Sua mãe a seu lado. Debilitada, apesar da jovialidade que quer demonstrar. São 94 anos já feitos.

De repente, ela diz:- Não avisei o caseiro, este ramo era lindo para deixar aqui. Mas não consigo.

"Aqui", era o cemitério, por onde passávamos no momento.

 

Desde que o irmão morrera, havia 6 anos, nunca mais lá entrara. Deixou de os visitar. Pai, tia e esse seu irmão.

 

Prontamente nos oferecemos para levar o ramo de flores ao jazigo onde eles moram. Ela hesitou, a voz embaçou... Mas parou o carro.

 

Saímos, à pressa, eu e outra amiga, ambas, outrora,  amigas de seu irmão. Passámos os portões entreabertos. Ansiosas, procurámos os nomes e os rostos desbotados pelo tempo, e achámos.

Lindos, sem dúvida alguma. Substituímos a água suja do vaso e colocamos o ramo de flores, aquele que a fez sorrir, que a encantou... E que agora se juntou às pessoas mais queridas, que a viram nascer e crescer...

 

Quando entrámos no carro, ela soluçava, silenciosamente, não queria que sua mãe se apercebesse. -Tão lindos que eles estão, lá nas fotos- dissemos.

Outra amiga, a Maria Luísa dizia-lhe:- Decide-te. Vai lá. Acaba com esse sofrimento..

 

E elas foram. Eu, a mãe e a outra amiga deixámo-nos ficar.

O carro aquecia, elas demoravam. Saí e fui espreitar... saíam abraçadas, soluçando. Corri de braços abertos. Entrelaçámo-nos e chorámos, alto. Ninguém nos ouvia.

 

Só o irmão, lá encima, piscava o olho, e sorria, ao seu jeito. 

 

Pelo menos, que a força e a coragem permaneçam, sempre que os queira visitar...

 

23
Abr19

"O trabalho liberta" -Só podia ser escárnio

Mariali

Antes de publicar algumas fotos sobre a beleza da cidade de Cracóvia...

Antes que deixe de ser Abril... 

Antes que a memória se apague...

 

Quando passas das telas de cinema ou das páginas de livros para o outro espaço, para este lado, o da realidade...

Quando pensas que estás preparado para fazer a visita aos campos de Concentração, agora Museus... 

Reconheces que é verdade, que teremos de concordar que somos o pior ser entre todos os outros.

 

Campos de concentração e de extermínio de Auschwitz - Birkenau. Parte exterior dos edifícios, só uma foto é de um interior.

 

Auschwitz

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Birkenau

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Aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo.

George Santayana

1863-1963

 

 

 

04
Abr19

Viagens- As cores de Marrocos

Mariali

Um destino que já há muito queríamos conhecer, por ser tão próximo, diferente e pela curiosidade e sua História. A mística das cidades ditas imperiais classificadas como Património da Humanidade pela Unesco, sem dúvida,  encanta-nos pelo seu colorido, sons, cultura...- Marraquexe, Essouira, ElJadida, Casablanca, Rabat, Fez, Meknes...

O exotismo das cores, os mercados, as medinas, as mesquitas, a cerâmica, os palácios... 

As paisagens naturais, as oliveiras, as árvores de argan, os cactos, as palmeiras... E os jardins Majorelle?... E a simpatia daquela gente?...

Adorei.

 

 

Bem, o mais difícil foi escolher as fotos. Um pouco ao acaso, algumas....

 

*Para a semana, Cracóvia, será outro destino, um dos que foram  marcados naquela Sexta-feira (Black Friday).

Depois postarei também algumas fotos. 

 

 

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16
Mar19

O peso do coração...

Mariali

Em primeiro de tudo, quero dizer que, hoje,  sonhei com o meu pai... 

Muito raro sonhar. Não o reconhecia como um bom pai, principalmente, durante todo o meu crescimento até ao tempo que mudei de estado civil. Depois, fui mãe, uma, duas vezes e, pouco depois, ele adoecia e ficava com sequelas para o resto de sua curta vida.

Aos poucos, fui reconhecendo que ser pai "destes" seus filhos, não foi nada fácil...

 

Mês de Março. Mês de comemorações: Dia do Pai e seu Aniversário.

Então, depois das duas viagens por Marrocos, depois da aula de Filosofia prática, sobre o Egipto- A análise do Papiro de ANI- "o peso do coração do morto", e depois de ter tratado das lides domésticas... Adormeci, vagueei... 

 

O chilrear dos pássaros, o barulho dos carros, as vozes ao longe... Um aperto no peito, o coração. 

Acontecia o despertar, melhor, o adormecer. Lento...

Uma enorme tela pendurada, não sei se em uma parede, se no meio do nada, suspensa. Reconheci, de imediato, que era o Papiro de Ani. Num plano mais abaixo, alguns elementos moviam-se, uns estavam agitados, outros mais concentrados. Aí, vi o meu pai. Os deuses, os olhos da mente, (egoísta e pura) os braços da balança, a pena e o coração, cada um em seu prato. Senti-me angustiada! Estavam a pesar o coração de meu pai...

Era leve!!!

-Está tudo bem- escutei.

Anubis é um bom avaliador.

 

Acordada, vi tudo em conformidade.

Havia luz.

 

 

01
Mar19

A Primavera e a sexta-feira negra- viagens

Mariali

Toda a semana senti borboletas no estômago. As viagens aproximam-se.

Como já referi,  costumo viajar em família, ou então acompanhada por 2 ou 3 amigas.

Em famíla, viajo através de uma agência com tudo a que temos direito quanto a mordomias e a "desembolsar"...

Com as amigas, é mais género aventura. Marcamos pela internet, mais barato, divertido...

Para já, tem corrido tudo às mil maravilhas, tanto pela agência como pela internet.

 

Bem, fica entre nós. Segredo. OK?...

 

Era dia de Black Friday, as ofertas surgiram, os ânimos aqueceram e, de uma assentada, três viagens marcadas. Nós, as amigas. A preços irrisórios.

 

Ora, na viagem mais recente, em família, tivemos direito a uma indemnização de 600€, devido a atraso de voos. Logo, ficou decidido que iríamos a Marrocos, mal iniciasse a Primavera...

 

Não é que, coincidências das coincidências... A Primavera ainda não iniciara, no calendário, e a viagem em família, através da agência, já era marcada para os inícios de Março...

 

E, claro, aconteceu... Regresso das cidades imperiais num fim de dia, à noite, e, no dia seguinte, pelas 18h, embarco com as minhas amigas, em outra viagem, uma das tais, marcada em tempo de Black Friday.

 

Seleccionei roupas e calçado para as duas viagens, e, também, estratégias para aguentar o desgate físico e psicológico,  de resto, é deixar correr.

 

A  Primavera antecipou-se e a sexta feira negra virou bode expiatório.

 

 

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