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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

05
Mai18

Palavras à deriva

Mariali

Hoje, apetece-me sentir que a fé e a esperança são coisas que nos iludem. Coisas que nós sabemos que estão aquém daquilo que desejamos. Porque não conseguimos parar o desenrolar dos acontecimentos. O que pensamos ou pretendemos não tem qualquer força, efeito, nem poder para estancar o enrodilhar da vida. Apenas resta-nos aceitar esse acontecer.

 

Envolvia-nos nas tarefas e, como em um ritual, participávamos, atentos, curiosos... 

Era a passagem do seu legado.  Na nossa ingenuidade, apreendíamos os seus gestos, a sua destreza, habilidade, conhecimento...

Gosto de a imitar. Sei que a minha marmelada, as iguarias de natal, e, principalmente, a força e o estímulo não se comparam...

 

Amanhã, prometo não esquecer um ingrediente tão completo e tão eficaz que, dizem, é a cura para muitos males da sociedade de hoje - resiliência. 

 

 

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 *as flores das árvores de fruto são muito especiais...

 

 

07
Mai17

No silêncio dos teus dias...

Mariali

 

Levei rosas brancas

beijei e acariciei tua face, conversei ...

Teus braços e teu rosto macios e frescos

estavas vestida de seda

elogiei-te...

Apenas abriste os olhos 

movimentaste os lábios

não sei, se por minhas palavras 

ou por incómodo, por te tocar...

Como queria conversar contigo

sobre coisas de mulher

que só tu irias compreender!

Tão rápidas eram as tuas respostas

que fingíamos não te ouvir

ou sorríamos.

No silêncio dos teus dias, caminho tendo-te como farol.

Tempestades, neblinas, noites escuras...

Lá estás, uma luz pálida surge e,

rompendo adversidades, navego,

procuro não distrair-me para poder alcançar-te.

A força e perseverança, a alegria e amor, a fé e esperança...

Tudo se concentrava em ti,

penso eu, pensam outros...

Essa era a imagem que querias projectar.

Assistimos a um filme, cujo final nunca adivinhámos

aos poucos o enredo tornou-se bem real

as personagens surgiram invertidas

a vida continuou, confusa, aos tropeções...

Não sei se pensas, se escutas.

Vejo-te à espera.

 

*A todas as mães que não se recordam de que são mães e, também, a quem já partiu... 

  

02
Mai15

Para ti...

Mariali

No caminho da vida, vou registando e acumulando riquezas que perfumam, irradiam, crescem, encantam e renovam-se. Quanto mais naturais e espontâneas, mais cativos se tornam os meus sentidos e menos probalidades existem em eu ser destituída ... 

Em tons de branco, principalmente. Tara ti, mãe.

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06
Mai14

Para que não digam que não falei de livros

Mariali

Há muito que não publico sobre livros. Não é que não tenha feito as minhas leituras. Tenho lido e relido. Mas não me apetece fazer reflexões sobre o que leio. Há tanta gente a fazê-lo e bem. E depois há opiniões e gostos tão diversificados.

Não faz o meu hábito, mas ultimamente estive a ler mais do que um livro em simultâneo. Ia lendo um livro de reflexão, oferecido pelas minhas filhas, sobre a busca da sabedoria, pela espiritualidade plena... E, para equilibrar, lia outro de ficção ou romance...  

Daí a grande movimentação cerebral... Confesso que não gostei da experiência, era como estivesse a ser arrastada para uma grande encruzilhada...

De repente, algo surge na minha vida. Uma viagem, um roteiro... E, à pressa, é o recomeçar de outro livro, porque é aquele caminho que devo e quero seguir. Há curiosidade, interesse em descodificar páginas, palavras e pormenores, que me vão transportar do secreto cativeiro, para bem longe, entre outras gentes, outros lugares, outros sonhos acordados, no silêncio ou entre bandas orquestradas, quiçá, para mim... :)

O último livro da listinha, é o que estou a ler. Oferta do dia da mãe. Estou a gostar.

 

Siddhartha- Hermann Hesse

O Poder do Agora- Eckhart Tolle

O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel- Mário de Carvalho

A Máquina de fazer Espanhóis- Valter Hugo Mãe

Madame Bovary- Gustave Flaubert

Os Mais- Eça de Queirós

Contos Maravilhosos- Hermann Hesse

 

05
Mai13

Cessaram as palavras

Mariali

As palavras já foram rio e mar

e corriam cristalinas, revoltas

ensurdecedoras e agitadas 

acariciando-nos na sua passagem... 

Já foram montanhas majestosas 

rodopiando de cume em cume

frescas, arejadas, envolvendo as encostas

e caindo de cansaço a seus pés...

Já foram vales, as palavras.

Suaves, aquecidas, verdejantes

floridas, polinizando ao redor

e inebriando os sentidos...

Já foram céus, as palavras.

Cintilantes de esperança

azuis, desenhadas de estrelas

e sonhando-te para sempre.

Agora, dissolveram-se nas correntezas

e atordoaram-se de cansaço

deslizando pelas encostas.

Nos vales, endurecidas, vestiram-se

de branco salitre...

E pálidas, lá nos distantes céus

perderam-se de vista.

Como placebo, iludindo o estado natural

o tempo e o caminhar, vejo-as

sem validade, as palavras...

 

06
Mai12

Palavras essenciais...

Mariali

Só quero soprar de mansinho

palavras essenciais,

palavras que gostarias de ouvir.

Mas, antes disso...

Era Verão,

numa parte da varanda, sentados,

ou de pé, olhávamos o céu...

Tanto mistério!...

A estrada de santiago, as estrelas

e não estrelas, as cadentes, as ursas, a lua

exibindo o homem castigado,

por trabalhar ao domingo...

Quando for grande, pensava eu,

vou desvendar o desconhecido...

E, já era rezado o quinto mistério.

Depois, seguia-se uma fiada de orações,

ao anjo da guarda, a S. Judas Tadeu,

a nossa senhora disto e daquilo,

para protecção de seus filhinhos, pela paz no mundo,

pela consciência até a hora da morte...

Olhando o céu, noite após noite,

eu tentava decifrar outros mistérios.

Hoje, quero soprar de mansinho

-"Está tudo bem, mãe,

valeram as orações pelos teus filhinhos,

só essas...

Ah! E já tens oito bisnetos, lindos!..."

 

 

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