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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

16
Mar19

O peso do coração...

Mariali

Em primeiro de tudo, quero dizer que, hoje,  sonhei com o meu pai... 

Muito raro sonhar. Não o reconhecia como um bom pai, principalmente, durante todo o meu crescimento até ao tempo que mudei de estado civil. Depois, fui mãe, uma, duas vezes e, pouco depois, ele adoecia e ficava com sequelas para o resto de sua curta vida.

Aos poucos, fui reconhecendo que ser pai "destes" seus filhos, não foi nada fácil...

 

Mês de Março. Mês de comemorações: Dia do Pai e seu Aniversário.

Então, depois das duas viagens por Marrocos, depois da aula de Filosofia prática, sobre o Egipto- A análise do Papiro de ANI- "o peso do coração do morto", e depois de ter tratado das lides domésticas... Adormeci, vagueei... 

 

O chilrear dos pássaros, o barulho dos carros, as vozes ao longe... Um aperto no peito, o coração. 

Acontecia o despertar, melhor, o adormecer. Lento...

Uma enorme tela pendurada, não sei se em uma parede, se no meio do nada, suspensa. Reconheci, de imediato, que era o Papiro de Ani. Num plano mais abaixo, alguns elementos moviam-se, uns estavam agitados, outros mais concentrados. Aí, vi o meu pai. Os deuses, os olhos da mente, (egoísta e pura) os braços da balança, a pena e o coração, cada um em seu prato. Senti-me angustiada! Estavam a pesar o coração de meu pai...

Era leve!!!

-Está tudo bem- escutei.

Anubis é um bom avaliador.

 

Acordada, vi tudo em conformidade.

Havia luz.

 

 

19
Mar17

Dias são datas

Mariali

Algum tempo havia passado sem que visitasse o pequeno lugar para onde transferira algumas das suas memórias e, assim, compusera o tal recanto como que de uma emergência se tratasse.

Era véspera do dia dezanove, quer dizer: do dia do pai e do 2.º mês do falecimento de sua mãe.

No pequeno terreiro, rodeado de recantos ajardinados, há restolho espalhado por todos os lados. Atravessou-o em passos largos até um dos lados do retângulo da eira, onde fica a porta de entrada, e poisou os sacos das compras. Porque, afinal, era já hora de fazer o almoço. Depois, dirigiu o olhar para onde havia jardim e caminhou em direção ao muro sobranceiro ao tanque. Aí, imobilizou-se. Seu olhar ficou toldado. As lágrimas teimaram, e quase todo o dia por lá ficaram. As japoneiras, afinal, estavam muito coloridas: brancas, vemelhas, rosas... E ela que pensara que este ano não floririam, as japoneiras. A sua mãe. As japoneiras de casa de seus pais. Seu pai e sua mãe. Agora juntos para sempre. Para sempre.

Debruçou-se sobre elas e, minuciosamente, observou-as.  As camélias brancas, tão lindas, bem formadas, pequeninas. Quase que lhes pediu desculpa por não acreditar nelas. As cor de rosa sobrecarregavam a árvore, parecendo-lhe que pediam ajuda para as aliviar. As vermelhas, de tamanho médio, compostas de múltiplas pétalas, também estavam harmoniosamente formadas e distribuídas. Acariciou-as ao de leve. Cortou botões e flores. Limpou-lhe as folhas e esgaravatou a terra junto à raiz.

Que pena! Não há registos fotográficos. Mas tudo se gravou em automático. Com sons e cheiros. Lágrimas. Saudades.

E foi deste modo, o espírito dividido entre o passado e o presente, a esperança e a inquietude, confuso, que vagueou o maior tempo.

Promete não haver descontrolo e libertar-se destes domínios mentais  ou conflitos interiores que a ocupam em demasia. E também deseja que todos os descendentes de seus pais tardam a sua partida para o encontro final.

 

19
Mar16

Vida de Pai

Mariali

Não se deve falar nem pensar mal das pessoas que já partiram. Vamos aprendendo que ninguém é perfeito e que as circunstâncias da vida, por vezes, fazem-nos mais carrancudos, impacientes e senhores do nosso nariz.

Ser pai de doze filhos é obra. E sendo a obra feita quase toda no masculino, pensava-se e dizia-se que ainda era muito mais difícil. Muiiito macho. Entretanto, descobriu-se que, afinal, é mesmo o pai que, em última instância determina o género do bebé.  Mas o que interessa é que, naquele tempo, era competência do pai, somente, e ponto final.

Era com grande orgulho que nos dias de festa, Natal e Páscoa, os rapazes desfilavam por ordem decrescente de idade, escadas acima, em direcção ao coro da igreja. As mulheres jovens e não só, disfarçadamente, miravam a bela equipa de lindos e educados rapazes que, raras vezes, percorriam os caminhos da aldeia. Meu pai, nesses dias, também os acompanhava, e, com certeza, fazia-o a transbordar de alegria, orgulho e felicidade.

 No final da missa, minha mãe não podia perder tempo com grandes esclarecimentos ao mulherio que a abordava para saber pormenores sobre os seus filhinhos. Sei que conversava com esta e aquela, alegre e apressada, porque havia o almoço próprio do dia, que só ela tão bem sabia confeccionar.

O que conversavam com o meu pai, não sei. Já seria conversa de homens... Ou não.

Um dia meu pai partiu... Pensava eu que não ia ser tão difícil, assim. Mas o mundo desabou. Aí, compreendi que a vida de pai não é nada, nada fácil. E que a vida sem ele nunca mais foi a mesma coisa. 

 

19
Mar14

Para comemorar...

Mariali

Só compreendi os meus sentimentos e os do meu pai quando passei a ser mãe e quando o perdi. Não o vejo num poema, mas em prosa alinhada, em caderninhos e livros guardados a sete chaves... 

Não gosto dos dias de.

Um bolo que fiz para comemorar o dia do pai das minhas filhas... {#emotions_dlg.smile}

Ovos- 6

Açúcar- 100gr

Côco- 200gr

Compota de chila- 250gr ou mais

Bater bem os ovos inteiros com o açúcar;

Juntar o côco mexendo com uma colher;

E envolver, por fim, a compota de chila;

Untar uma forma com manteiga e revestir com papel vegetal;

Colocar lá o preparado e vai ao forno a 180º, durante 30 minutos 

*Pode e deve substituir o côco por 250gr de amêndoa com pele. Deve ser moída, grosseiramente, na máquina 1,2,3. Fica delicioso.

  

19
Mar12

Dia do Pai

Mariali

Hoje é um dia a celebrar. Como é que as criancinhas, adolescentes e adultos festejam, todos nós sabemos ou imaginamos, mas o que realmente fica deste dia, isso já é outra coisa...

Indo ao depósito da minha memória, eu sou do tempo, até por volta dos meus 11 anos, de toda a minha família (pais e irmãos), estar sentada, acotovelando-se uns aos outros, olhos arregalados, brilhantes e assustados a ouvir as histórias fantasmagóricas que o meu pai contava.

Eu penso que todas elas teriam um final feliz, porque, com certeza, tem sido do inconsciente que ressurgem toda a força, energia, ânimo para concretizar alguns dos nossos sonhos...

E, já agora, não me recordo se o terço, rezado por minha mãe, seria antes ou depois destas histórias!... É uma dúvida bastante pertinente{#emotions_dlg.blink}.

A todos os Pais:

 Dentro do mesmo tema, uma história dos tempos de Agora que encontrei quando navegava na internet...

#2plantar o nosso jardimSara01-12-2010 02:54

Um velho vivia sozinho em Trás-os-Montes, ele queria cavar o seu jardim, mas era um trabalho muito pesado e o seu único filho, que normalmente o ajudava, estava na prisão.
O velho então escreveu uma carta ao filho, na qual falava do seu problema:"Querido filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar o nosso jardim este ano. Estou triste não poder fazê-lo porque a tua falecida mãe adorava a época do plantio depois do inverno, mas eu estou velho demais para poder cavar a terra.
Se tu não tivesses cometido aquele horrivel crime, e estivesses aqui, eu não teria esse problema, sei que me ajudarias, mas também sei que tu não podes ajudar-me no jardim, pois estás na prisão.Com amor, teu pai".
Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:"PELO AMOR DE DEUS, Pai, não cave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!"
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes da Judiciária e policias, munidos de diversas enxadas e ferramentas, apareceram e cavaram o jardim inteiro, para espanto deles, não encontraram nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta ao filho contando o que acontecera. Recebeu a seguinte resposta:"Pai! Espero ter ajudado. Já pode plantar o jardim. Isto é o máximo que eu posso fazer neste momento."

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