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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

06
Set19

Só para dizer: Feliz Setembro

Mariali

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Mais um Setembro. Setembro anuncia. O terminar  e o recomeçar. Um friozinho estremece-me, uma angústia...

Há anoiteceres, de tanta magia, que sufocam. Coisas de cada um... Emoções à solta.

O Verão foi passando, e eu a saltitar, como já é costume,  do mar para a serra e da serra para minha a cidade. Uma trabalheira. Uma canseira. Mas não deixei de espreitar, em diagonal, a área de "leituras".  Meus amigos, vocês são dos mais  fiéis, motivadores, inspiradores... O que seria deste espaço, Sapo/Blogs, ou desta vida, se todos tivéssemos as mesmas motivações?

Quero afirmar que a minha ausência, a minha diferença não é, de modo algum, motivo de indiferença. Vou esforçar-me por melhorar a assiduidade. Já, já, ainda não, mas eu volto.

Feliz Setembro!

19
Ago18

A praia, o sol e seus efeitos e a fotografia

Mariali

 Porque não tenho acesso às ferramentas necessárias, porque é um dia a não esquecer, editei este post de há 3 anos e repito a publicação... 

 

"É raro acontecer... Quando nada nem ninguém nos impede de marcar presença para assistir aos efeitos espectaculares do pôr do sol. 

Sozinha em casa, jantei e corri, tudo em modo bem acelerado. Sabia que o espectáculo não esperava por ninguém. Pareceu-me que cruzei com gente que caminhava, que namorava, que esperava mesa para jantar, que esperava também o pôr do sol, gente que talvez me conhecia. Pareceu-me...

O meu objectivo era outro e ficou cumprido. Fotografar, na praia, o pôr do sol e o depois do sol se pôr.

Viva o sol! Viva a fotografia!"

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13
Ago18

Férias, viagens, trambolhões...

Mariali

A viagem agendada para o final de Julho até aos primeiros 6 dias de Agosto, já, em si, provocou uma adrenalina própria que o viajante sempre experimenta. Desta vez, visitámos S. Petersburgo e Moscovo. 

Fiquei  deslumbrada?...

Direi, até, apaixonada pelas estas duas maravilhosas cidades. Não fui a única, o que me apercebi, várias pessoas do grupo confessaram estar a sentir o mesmo...

Numa das mensagens que enviei para meus familiares, disse:- Converti-me.

 

Ora, cá por casa, já estão a tentar opinar e fazer, à rebelia, tudo para que eu me esqueça da minha última paixão. Sou teimosa e sei que vai ser difícil esquecer.

E eu gosto de gostar assim, rápido, à primeira vista. Os ruídos ou interferências, esses, vou tentar ignorá-los.

Só sei que adorei!!!

 

Quanto aos trambolhões?...

É... Em uma saída de praia, em direção ao bar, dei uma chinelada na borda do estrado de madeira, cambaleei um percurso de 10 metros, adquiri alta velocidade, e só parei quando cabeceei um tubo de ferro bem fixo, fazendo um estrondo que entoou toda a praia e arredores... :) Caí, imobilizada. Rodearam-me, alguém já ligava para o INEM e só ouvia:- sente-se nesta cadeira.

Eu, mesma, tive de dar ordens para que aquela gente se acalmasse. Pedi gelo e que me deixassem estar um pouco em repouso... 

Infelizmente, para eles, não houve mais espectáculo. Tudo bem.

 

Mas foram 5 dias, precisamente os dias antes da viagem, de observação e cuidado.

Pronto. Agora que ninguém se atreva a dizer que estou a sofrer de efeitos secundários... :) ;)

 

Sem mais pormenores, algumas fotos das mil e pico... Difícil a escolha.

 

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10
Jul18

Triste realidade...

Mariali

Naquela tarde fizemos praia num local onde há filas de barracas que se direccionam ao mar e todas estão ocupadas, porque o dia é de muito calor. Mas há os espaços reservados a paraventos e guardassóis. Aí, nos encontrávamos. Também havia um grupo grande de jovens com seu alarido, não direi próprio da idade mas sim da má educação, como mais tarde constatámos.

Um senhor com fisionomia tailandesa, daqueles que percorrem a praia para serviço de massagens, passou à nossa frente de olhar meigo e sorriso tranquilo. Era o modo de nos abordar se queríamos ou não os seus serviços.

Duas jovens do dito grupo, prontamente, fizeram-lhe sinal, e, durante 30 minutos, receberam as massagens. Estavam rodeados de todos os outros jovens que, entretanto, proferiam piadas de vocábulos pouco apropriados, como que todo o espaço lhes pertencesse.

De repente, vemos o senhor, em silêncio, a arrumar a sua maleta, e alguns jovens a mostrarem-se incomodados, (não sei se de verdade ou se por simulação)... As duas jovens tinham desaparecido sem efectuar o pagamento.

 

E o espaço onde eles se encontravam?! Ficou repleto de garrafas, latas, pacotes vazios...

 

O que é isto?!... Que falta de educação é esta?!... Que força e vontade de transgedir os move?!... A coesão de grupo move-os para o mal?!...

Uma das minhas filhas estava presente. Olhou-me e interrogou-me:- Não vais lá chamar-lhes à razão?!...

Nem respondi. Senti-me envergonhada pela atitude deles e pela minha.

 

Ficámos a conversar e a tentar perceber que jovens eram aqueles. Conhecemos e convivemos com muitos e não conseguíamos imaginar esta cena entre eles. O meu irmão dizia que pertenciam a qualquer instituição ou bairro social. Eu não concordei, nem acredito, mesmo. É muito fácil rotular pessoas mais carenciadas de mal-educadas, falsas, perversas. A carência não era a nível material. Nem tão pouco por falta de formação.  

 

 Arriscaria a dizer que, talvez, esta é uma forma patológica de exibicionismo.

 

 

 

27
Abr17

A amizade

Mariali

O fim de semana associado ao feriado do dia 25 de Abril resultou em mini-férias, mas entre amigos. Éramos cinco casais. 

Instalámo-nos em Vila Nova de Milfontes e daí percorremos e saboreámos cada pedaço da linda Costa Vicentina. Risos e conversas entrelaçados na amizade que une os homens (maridos) já há longa data e que, também, se estendeu até nós, mulheres.

Simplesmente bonito, é o que me apetece dizer...

No regresso ao norte, não poderíamos esquecer os chocos fritos em Setúbal e uma visita por alguns locais desta cidade.

 

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18
Out15

Livros

Mariali

É sempre tempo de relembrar...

Li muito pouco neste verão, porque passei o tempo a saltar de um lado para o outro.

Faço parte de famílias grandes que vivem espalhadas por todo o lado, com seus afazeres e sem um ponto que os motive ao reencontro. Assim vão passando os anos. Antes que a razão do encontro familiar fosse um triste encontro, e antes que o tempo nos vença, organizei dois convívios. Exigiu muita estratégia, coordenação, trabalho...

Por isso, relaxar sem nada fazer, nem sequer ler, também é essencial.

Um certo dia de nevoeiro e chuva miudinha, estava à beira mar, caminhando pelas ruas da cidade, quando encontrei uma loja de livros em 2ª. mão. Comprei dois livros, pequenos mas intensos no seu conteúdo. Carta ao Pai de Franz Kafka e A Instrumentalina e Outros Contos  de Lídia Jorge. Custaram-me 7 euros.

Posso dizer-vos que acertei em cheio. É impressionante como me revi nos dois géneros de escrita e estórias. Adorei. Adorei. Porque, como vou dizendo, os livros que vão de encontro às minhas raízes, ao mais profundo e desconhecido de mim, eu sei lá, aqueles que me deixam a matutar durante meses, ou uma vida... Esses são os meus preferidos.

E fiquei feliz por esta descoberta, assim, espontaneamente, num passeio descontraído, pelas ruas da cidade.

26
Jul15

Dia nublado na praia.

Mariali

Para os aficcionados do sol, um dia nublado à beira-mar nunca é em vão. Têm  a desculpa para um intervalo nas suas rotinas. Por exemplo, por que não um passeio por outros locais, também eles à beira-mar?!...

E, como rotina, ou como aficcionados da fotografia, podem fotografar. 

Eis alguns registos. Matosinhos e Foz.

 

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Matosinhos

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Foz- Porto

03
Ago14

Desabafos- tempo sem idade

Mariali

Era o tempo denominado "férias grandes". Quase que me esquecia das lições tão sérias e importantes que fariam de mim uma mulher. As brincadeiras eram tantas para preencher um dia! Tinha de haver muita criatividade para que não houvesse desânimo, ou falta de sentido nas nossas vidas. E, como éramos muitos, irmãos, sempre surgia uma ideia diferente para concretizar a cada dia. Nem que fosse asneira... 

Uma das brincadeiras com uma das minhas irmãs- os ensaios para quando tivéssemos quarenta, cinquenta, ou sessenta anos- vejo, agora, que foi uma perda de tempo. Vestíamos roupas da minha mãe, e outras que por lá havia do tempo da minha avó. Elaborávamos penteados presos por grandes pulverizações de laca e com ganchos e travessas enormes, dizem, se bem me lembro, feitos com osso de tartaruga... Os sapatos e carteiras também fizeram parte destes ensaios tão a preceito. Mas que velha feia eu ia ser! Não sabia se suportaria tanta fealdade quando me aproximasse dos quarenta...

Os tempos mudaram. As férias deixaram de ser assim tão grandes. As crianças e adolescentes não necessitam ser tão criativos para brincar...

E as mães e filhas vestem, calçam, penteiam-se do mesmo modo. O recheio, esse, com certeza, é bem diferente. Mas tudo o que as envolve e as faz sentir bem na sua pele, não tem de ter etiqueta ou letreiro conforme a idade; tanto pode ser usado por uma trintona, quarentona, como por uma "sexygenária"... 

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