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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

19
Jan18

Outra viagem- Londres

Mariali

"Dantes (antigamente) ter sessenta anos era sinal de velhice, agora, as pessoas fazem viagens e vivem como que fossem novas". A. L. R.

Sorri de orelha a orelha, quando ouvi este comentário, espontâneo, e tão verdadeiro.

Dois dias em Londres, entre amigas, com suas diferenças tão bem visíveis (a olho nu), mas que, talvez, não sejam assim tãao diferentes. 

As viagens e a profissão são, sem qualquer dúvida, o que mais nos une. E aqui está uma prova da solidez da nossa amizade e cumplicidade.

Apesar da chuva e frio, também o astro rei brilhou, e pudemos espalhar muita luz. Sem preocupações, caminhando, sorrindo, fotografando... Até que as pernas não mais pudessem caminhar de cansaço.

O transporte que usámos foi o táxi, porque, dividido por quatro, ficava mais barato que qualquer outro transporte.

Adorei Londres! Hei-de lá voltar com mais tempo para melhor explorar.

                                              26996621_1201309066669112_1333349256_n.jpg 

02
Out15

E era uma vez...

Mariali

De costas viradas, ela caminhava pelos passeios, passadeiras, largos e travessas, um parque. Sempre em frente. Sempre de costas viradas para o sol, de olhos embaçados, protegidos por óculos escuros, caminhou, caminhou... Já com o sabor de Outono, o sol aquecia a nuca, as omoplatas... Um bem estar físico fazia-se sentir. E ela seguia. Sempre. 

Uma saudade, como que um desespero, invadia-a e convidava-a a mudar de percurso.

-Não sei- pensou- Não devemos de voltar ao local onde fomos felizes- dizem.

Há que se decidir. Rápido, é já ali. A rua, o palácio. A anca rodou para a direita, o pé esquerdo, no ar, ziguezagueou, mas o direito fincou pé  e, desconsertada no seu jeito, endireitou costas e seguiu. Sempre em frente. Atravessou toda a parte baixa da cidade. Entreolhava, por vezes, seu reflexo nas montras, só para ver sua postura. Costas direitas, ombros longe das orelhas. E as casas ao longe, a paisagem ao longe. Nada a prendia.

O sol acompanhou-a como um anjo da guarda. E se fosse isso? Olhou a montra. Não viu asas. Era o sol. Temperou-a com uma boa dose de energia e depois, na volta, obrigou-a a caminhar de frente para ele, e a desligar sua mente irrequieta, mesquinha, egoísta, enviando-lhe, directamente ao seu olhar, a luz já pálida e cansada de um dia...

Seguiu para casa. À direita, à esquerda, em frente... Era assim que tinha de ser.

DSCN8222.JPG

 *perto do céu

05
Set13

Ao toque do coração

Mariali

Só para desabafar um pouco sobre esta estação, considerada por alguns de "silly", mas que me deixa muita dúvida esta conotação. Estará correcta se se referir às politiquices, assunto que eu não quero entender.

A luz que o nosso céu nos envia faz aclarar ideias e assim arejar gavetas e gavetões tornando tudo mais límpido e, já agora, mais arrumado. Claro que as situações problemáticas continuam, mas o clima também influencia e pode melhorar o nosso estado de espírito e a nossa conduta. Não fossem os incêndios e toda a perda, principalmente, a humana, eu diria que esta estação é a mais inteligente.

Os banhos no mar, no rio, no tanque. O vestuário simples e leve que nos envolve. Os dias mais longos. As noites apetecíveis para caminhar. As refeições mais ligeiras. As escapadelas para ali ou acolá. E há sempre um familiar ou um amigo a exigir a nossa companhia...

Então, reparamos que o tempo passa de forma leve, e vemos que valeu a pena viver estes dias, esta estação, mais em comunhão, com mais risos nos lábios e no olhar, com mais um chá, um gelado, um café, entre confidências,  por aí, ao ar livre, recheados de amizade e ao toque do coração... 

Livros, televisão, computador, tudo foi minimizado... {#emotions_dlg.smile}

*Óbidos

27
Jun13

Sentires

Mariali

 

Em oração agradeço...

O que conheci, vivenciei, aprendi.

Tudo o que amei.

O que me contagiou

coisas boas, menos boas

que me edificaram

me construíram assim

com espanto, respeito

e amor. 

E o que me inculcaram

o que me impuseram

o que tentam impingir...

Nada relevante

não endureceu, nem delimitou

nem cheiro, nem gosto

nem qualquer um dos sentidos.

Apenas resquícios

que surgem ao de leve

de quando em vez

mas que não se propagam

nem contaminam os meus

e os vossos sentires...

* Árvores, raízes... meus frutos.

 

08
Mar13

Pintura

Mariali

A mesa está posta. São servidos?

Depois de um mês tão atribulado, a minha inspiração exigiu equilíbrio e suavidade... Nas cores, nos movimentos, nas minhas rotinas.

Mas houve várias críticas e sugestões:

-Deveria ter chouriço e pão de milho para acompanhar o vinho, em vez das maçãs.

-Uma árvore com folhinhas a cair, por detrás das garrafas.

-O fundo da tela deveria ter mais relevo.

Sorri... É assim que eu quero, que me apetece. Um dia talvez o modifique. :)

 

 

28
Jan10

História de um boneco

Mariali

O Carnaval aproxima-se. E o Duarte já tem o seu fato a fazer. Vai de Pinóquio. Esta semana acompanharei a sua mãe à costureira, pela 2ª. vez, para ser acrescentado mais um pormenor, que fará toda a diferença...

Resolvi reler o livro, porque estava esquecida de algumas passagens.

Foi publicado em 2004, ofereci-o a uma amiga pelo Natal, mas provocou-me tanta curiosidade que as minhas filhas também me ofereceram um nesse mesmo Natal...

Está dividido em XXXVI pequenos capítulos, tem o posfácio de Italo Calvino, as ilustrações (cruéis) de Paula Rego acompanhadas por um texto a explicá-las (só desse modo compreendi a sua pintura). 

É um livro com mais de 200 páginas, mas com letras gordinhas e bons espaços.

Adorei! Esta é a história a "sério" do boneco, história nua e crua.

Faço votos para que o meu sobrinho-neto não encarne a "sério" esta personagem. 

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