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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

20
Jul20

Leitura de qualquer tempo

MariaLi

 Decorria o mês de Março. Tempo de confinamento, e também de palestras por videoconferência ... Em sorteio,  foi este tema que me calhou. O Espiritismo por Allan Kardec.

Pela intenet, consegui comprar, em 2ª. mão, um dos livros do autor. O trabalho está feito há já algum tempo, ainda falta apresentá-lo.

Quase 500 páginas. Leitura assídua, entusiasmante. A ideia que fazia, que me passaram, que eu absorvi, não correspondeu de modo algum ao que na realidade experimentei; nada de fantasmagórica.

Valeu a pena a leitura. Sempre é tempo para ler. Sempre pode ser tempo para aprofundar um pouco sobre O Espiritismo. Sinto-me mais elucidada (?), mais transcendente (?), sei lá, nem tenho palavras para exprimir :). 

Nada de novo, claro, este tema  sempre foi discutido, há vários registos de e em todos os tempos.

O nunca querer saber e a aposta no ver para crer, - o meu lema, fez-me refletir que há um véu que separa a indiferença, o medo, a ignorância e que nos turva. 

 

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Allan Kardec nasce em França a 3 de Outubro de 1804. Durante 30 anos dedica-se inteiramente ao ensino e torna-se um dos grandes responsáveis pelo progresso da educação naquela época.

Depois de assistir pela primeira vez ao fenómeno das mesas falantes ou dança de mesas, decide levar a cabo uma investigação profunda na esperança de encontrar uma explicação lógica para tal fenómeno. Durante dois anos questiona os Espíritos superiores, e eles respondem, dando a conhecer os princípios básicos da Doutrina Espírita- assim nasce o Espiritismo.

Em 1857 publica O Livro dos Espíritos, a primeira de uma série de obras reveladoras da Doutrina.

Morre a 31 Março de 1869 e no seu túmulo é inscrita a frase que melhor define a perspetiva evolucionista do Espiritismo:

«Nascer, morrer, voltar a nascer e progredir sempre; é esta a lei!»

 

 

14
Jan20

Um dos livros de "mesinha de cabeceira"

MariaLi

"... A maior arte das coisas que dizemos e fazemos não são necessárias. Se conseguires eliminá-las, terás mais tempo e tranquilidade. Pergunta-te a cada momento: «Isto é realmente necessário?»..."

Marco Aurélio (Imperador Romano)- Do livro, Meditações

 

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*entardecer em Moscoso, Cabeceiras de Basto, em 29 Dezembro, 2019

 

16
Fev17

livros, autores e estórias

MariaLi

 E porquê Gonçalo M. Tavares entrou na minha coleção?

Primeiro, pelo que José Saramago proferiu, a respeito do livro Jerusalém, “Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos, dá vontade de lhe bater!”.

Segundo, porque Gonçalo M. Tavares foi um dos professores da minha filha mais velha, em Artes da Escrita. Daí, os livros se encontrarem aqui, por casa... Então, só tenho é que aproveitar a oferta de leitura que caiu na minha estante.

Sem critério algum, este fim de semana li: Aprender a rezar na Era da Técnica. E a semana passada li, Um Homem: Klaus Klump.

Fosse eu um Pedro Mexia, por exemplo, faria a crítica a estes dois livros bem fundamentada, ou em linguagem bem escorreita, como diria minha mãe... :) Daí, a minha dificudade em explicar as razões por que gostei, mas pouco...

Deixaram-me inquieta, mas naquele sentido de maldisposta, agressiva e com ligeiras dores de cabeça. Se eu contasse a alguém o que acabo de escrever, diriam:- Mas não és tu que gostas de livros difíceis?! Daqueles que te deixam a refletir um mês, um ano... E tal e quê?!... :)

De verdade, verdadinha, gosto de desafios.

Agora, não sei se concretizarei a leitura dos outros dois livros, mas só por precaução, devido a efeitos raros na minha pessoa. Também admito que não escolhi o melhor tipo de leitura para esta fase da minha vida. Confesso.

Bem, fui à internet para mais saber.

Sinopse:

Os «Livros Negros» de Gonçalo M. Tavares têm um novo Reino: Aprender a rezar na Era da Técnica.
Lenz Buchmann é um homem atroz. Como médico, despreza os doentes. Como político, despreza a sociedade. Como marido..., como irmão... como filho, enaltece irracionalmente o pai porque é assim que se comportam os homens desprezíveis.
Depois de: Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser e Jerusalém, Aprender a rezar na Era da Técnica mantém o mesmo olhar agreste e tantas vezes sombrio sobre a condição humana: «O que vês quando olhas para onde todos olham?»

 

23
Abr15

Eu e os livros- naquele e neste tempo

MariaLi

Quase no final do dia do Livro e eu nem pude fazer a minha reflexão.

Com certeza vou repetir-me e repetir o que outros leitores a toda a hora já fizeram. Não vou escrever a minha história com os livros, pois, já iniciou há tanto tempo que necessitaria de uma cábula bem organizada para me orientar até aos dias de hoje. Penso que, naquele tempo, só havia grandes livros, grandes autores, grandes romances. Tolstoi, Stendhal, Henri Charrière, Camus... De repente, são estes autores que me vêm à memória. Eu era uma adolescente, miúda até muito tarde, mas, apenas, no modo de vestir, não de pensar, penso... 

No dia em que a carrinha biblioteca da Gulbenkian passava na estrada, bem distante de minha casa, nós corríamos, de corações a bater tão alto- impossível não serem escutados-, carregados de livros para devolver e cheios de curiosidade para outros livros, outras histórias, outros sonhos para sonhar...

E eram assim as nossas férias grandes, entre irmãos, livros, brincadeiras, descobertas.

Houve um tempo que estagnei. Mudança de estado civil. Os filhos. A profissão. Mas sempre os livros me acompanharam, embora fossem outros. Histórias de encantar, os de contos, os de valores, os de leitura obrigatória...

Agora, é diferente. Nem sempre me apetece ler. Porque os óculos pesam-me no nariz, os olhos cansam-se, e, também, porque gosto de ficar com a história em mente, que me agite a consciência, que me faça melhor, que me abra horizontes, que não façam sonhar...

E é bem difícil eu descobrir tudo isto num só livro. 

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16
Jan15

Alabardas, alabardas...

MariaLi

Pensava eu, erradamente, que não teria qualquer chance de voltar a ver publicado um livro, um novo romance de Saramago.

É, comprei-o. O entusiasmo para iniciar a leitura demorou. Acompanhou-me vários vezes. Ia e vinha intacto. Um dia aconteceu... E não mais consegui desgarrar-me até que o livro terminasse. Encheu-me de vontades, reflexão, sentido crítico.  

O romance ficou inacabado. Mas o que contém é tão intenso. Como em outros livros, fez-me sorrir, apesar do tema tão pertinente que é abordado- o armamento.

Apenas vou referir-me aos dois protagonistas. Lá estão, o homem e a ex-mulher. Ela, com carácter pacifista, inteligente; ele, obediente, um bom trabalhador. Mas é necessário ser mais que isso. Orientado por ela, vai tentando investigar, na fábrica onde trabalha, aquilo que tanto a aflige ...

Saramago e o seu bom senso  deixou expresso como terminaria o romance... Então, depois da protagonista tanto se esforçar para que seu marido fosse diferente, reconhece que não valeu de nada esperar tal mudança...

-"Vai à merda!" É a expressão que melhor encaixa para concluir esta obra. E descansem, é a única expressão pecaminosa que Saramago usa.

 

06
Mai14

Para que não digam que não falei de livros

MariaLi

Há muito que não publico sobre livros. Não é que não tenha feito as minhas leituras. Tenho lido e relido. Mas não me apetece fazer reflexões sobre o que leio. Há tanta gente a fazê-lo e bem. E depois há opiniões e gostos tão diversificados.

Não faz o meu hábito, mas ultimamente estive a ler mais do que um livro em simultâneo. Ia lendo um livro de reflexão, oferecido pelas minhas filhas, sobre a busca da sabedoria, pela espiritualidade plena... E, para equilibrar, lia outro de ficção ou romance...  

Daí a grande movimentação cerebral... Confesso que não gostei da experiência, era como estivesse a ser arrastada para uma grande encruzilhada...

De repente, algo surge na minha vida. Uma viagem, um roteiro... E, à pressa, é o recomeçar de outro livro, porque é aquele caminho que devo e quero seguir. Há curiosidade, interesse em descodificar páginas, palavras e pormenores, que me vão transportar do secreto cativeiro, para bem longe, entre outras gentes, outros lugares, outros sonhos acordados, no silêncio ou entre bandas orquestradas, quiçá, para mim... :)

O último livro da listinha, é o que estou a ler. Oferta do dia da mãe. Estou a gostar.

 

Siddhartha- Hermann Hesse

O Poder do Agora- Eckhart Tolle

O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel- Mário de Carvalho

A Máquina de fazer Espanhóis- Valter Hugo Mãe

Madame Bovary- Gustave Flaubert

Os Mais- Eça de Queirós

Contos Maravilhosos- Hermann Hesse

 

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