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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

17
Jul19

Palavras à solta, livros e fotografias...

Mariali

A inspiração já não é o que era. Brotava do nada. Não faltavam oportunidade e vontade para estes momentos de escrita. Um retiro nos meus aposentos, sem que alguém me interrompesse, um passeio ao ar livre, uma observação aos corpos cintilantes que nos abrigam, à noite, uma leitura, uma situação do dia a dia... eram ideais para que, avulso, e ao correr da pena, as palavras saíssem, soltassem.

Vamo-nos modificando. Dias e anos sucedem-se e tanto mudou. A pintura e a fotografia, os meus hobbies, desvaneceram. A leitura, também, estremeceu, mas por pouco tempo, e as viagens surgiram e têm comandado a minha maior vontade.

Quem sou eu?... O que faço aqui? ... ( não é o "depois do adeus") As interrogações de menina continuam.

Para que escrevo? ...

O tudo avulso resta-me como um acontecimento sem data e hora marcadas.  Uma apatia de escrita, embora, um turbilhão de ideias percorra e estremeça o meu ser. Sempre a querer selecionar. Isto não, nem isto, nem aquilo...

Depois de escrito, deve sair, imediatamente, porque, se ficar guardado na "gaveta", no dia seguinte, segue para o lixo. Nada de importante. 

Vocês, também sofrem do mesmo? Ou poderei dizer que será um modo de economizar o meu e o vosso tempo?

 

Por inspiração do Sapo sobre as leituras para este verão, para já, aqui estão 3 dos livros que me comprometerei a fazer a leitura e as devidas reflexões.

Iniciei "O Sentido Oculto da Vida".67193999_2300819990003639_7506475318593454080_n.jp

 

E porque também me relaxa, alguns momentos captados, no último fim de semana, ao entardecer, no campo, depois de regar os espaços, que são parte da minha responsabilidade .

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*Registo através do smartphone

 

 

08
Mai19

O livro que estou a ler e reler:

Mariali

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"A Voz do Silêncio"- Textos do Livro Tibetano dos Preceitos de Ouro ( Edição bilingue)

 

Sobre a autora:

 

Nasce em Ekaterinoslov, Rússia, primógénita de uma família da nobreza russa, e aparentada com o Czar. Aos 16 anos, fugindo de um matrimónio forçado com um homem de 70 anos, inicia um périplo de aventuras e conhecimentos que a levariam a percorrer numerosos países da Europa, África, América e a ser repórter de guerra com as tropas de Garibaldi.

 

Os seus artigos, quase sempre com pseudónimo, encheram as páginas dos principais jornais da época vitoriana, na qual se vivia um clima propenso à aventura e ao exotismo dos locais quase inexplorados que Helena Petrovna  Blavatsky percorria.

Em 1875, com 44 anos de idade funda, com o então famoso jornalista coronel Olcott, em Nova Iorque, a sociedade teosófica. escreve entre 1875 e 1877, Ísis sem Véu, obra revolucionária e polémica, cujo objectivo-diz- é ajudar o estudante a descobrir os princípios vitais que subjazem nos antigos sistemas filosóficos.

 

Em 1885 estabelece a sua residência em Londres e é considerada a mulher mais sábia do seu tempo. Entre 1887 e 1890 vive em Hyde Park, Lansdowne Road 17, casa que seria mencionada como Blavatsky Lodge, onde as suas tertúlias convocam personagens mais importantes de Inglaterra e da Europa, e onde também repartia ensinamentos esotéricos a discípulos selectos.

 

Em 1888 é editada  a Doutrina Secreta, a sua obra capital. Trabalho monumental que se centra no simbolismo e ensinamentos das antigas religiões mistéricas. Resgata do inacessível complexo de arquivos e bibliotecas do Tibete toda a Cosmogonia e uma Antropogénese baseada no misterioso livro de Dzyan.

Seguem-se os livros A chave da Teosofia (1889),  A voz do Silêncio, (1889),  Jóias do Oriente (1890), Glossário Teosófico, a obra póstuma e mais de 300 artigos que apareceram em distintas revistas como o Teósofo e Lúcifer.

 

No dia 8 de maio de 1891 expira, na Avenue road 19, Londres, sendo as suas cinzas espalhadas no rio Tamisa.

 

 

08
Abr17

O Principezinho

Mariali

Elas (as pessoas grandes) adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele é... (...) Mas perguntam, qual é a sua idade? Quantos irmãos tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai? Somente assim elas julgam conhecê-lo.

Diversas vezes precisei de ajuda para refletir, neste ou naquele momento, sobre valores que falam tão alto... Não poderia  esquecer esta obra (intemporal) e alguns dos seus excertos. O excerto acima relembro-o a cada dia.

Na era das estatísticas, das audiências, dos números, segundo isto e segundo aquilo, muitas das vezes, verificamos que o mais importante é o consumo, é a quantidade, é o número, enfim... O ter sobre o ser.

Que triste realidade. 

 

02
Abr17

Dia de Livros e Autores

Mariali

Sem dúvida, desde muito cedo os livros acompanharam-me. Bons autores, livros que sabem mexer, se possível, sempre.

Mas os livros infanto juvenis também estão no grupo de livros que gosto de ter, ler e de os conservar, caso não os ofereça...

Os de Sophia, os de Hans Christian, Saramago, Alberta Menéres... Talvez estejam no topo das minhas preferências, mas há muitos mais.

Também existe Balussonhos, um livro bem recente, de uma amiga, Ana Luísa Mota. A história passa-se "algures em Ladonenhum, lugar onde tudo acontece e nada se espera. Em Ladonenhum podes contudo esperar balussonhos originais, que poderás sonhar, desembrulhar e desejar..."

Como se assinala o dia internacional do livro infantil, termino com duas perguntas do livro de Saramago, A maior flor do mundo:

"E se as histórias para criança passassem a ser de leitura obrigatória para adultos?

Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?"

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*foto do livro Balussonhos e da minha pintura mais recente.

  

28
Fev17

Caminhos da floresta (into the woods)

Mariali

Poderia visitar um familiar hospitalizado. Poderia receber outros familiares. De qualquer maneira, o dia sempre seria entre família... A vontade minha, mesmo, era aconchegar-me numa manta, em silêncio aparente, instalar pensamentos livres e poder direcioná-los em diversas direções...

Mas todos os sentidos voltaram-se, em simultâneo, para o musical que a Sic passou. Já havia visto no cinema, agora, na televisão. Um filme que me espanta, pelo cruzamento ou entrelaçar de 5 histórias deliciosas, que me deixa vergada a tanta magia, sabedoria e valores. Tanta aprendizagem e reflexão. E eu que não gosto de ver filmes repetidos...

Como há livros de leitura obrigatória, a visualização deste filme deveria ser, também, obrigatória para adultos e adolescentes.

Caminhos da floresta. Os nossos passos. As nossas decisões e não decisões. A coragem e a força. Causas e seus efeitos. A vida...

 

16
Fev17

livros, autores e estórias

Mariali

 E porquê Gonçalo M. Tavares entrou na minha coleção?

Primeiro, pelo que José Saramago proferiu, a respeito do livro Jerusalém, “Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos, dá vontade de lhe bater!”.

Segundo, porque Gonçalo M. Tavares foi um dos professores da minha filha mais velha, em Artes da Escrita. Daí, os livros se encontrarem aqui, por casa... Então, só tenho é que aproveitar a oferta de leitura que caiu na minha estante.

Sem critério algum, este fim de semana li: Aprender a rezar na Era da Técnica. E a semana passada li, Um Homem: Klaus Klump.

Fosse eu um Pedro Mexia, por exemplo, faria a crítica a estes dois livros bem fundamentada, ou em linguagem bem escorreita, como diria minha mãe... :) Daí, a minha dificudade em explicar as razões por que gostei, mas pouco...

Deixaram-me inquieta, mas naquele sentido de maldisposta, agressiva e com ligeiras dores de cabeça. Se eu contasse a alguém o que acabo de escrever, diriam:- Mas não és tu que gostas de livros difíceis?! Daqueles que te deixam a refletir um mês, um ano... E tal e quê?!... :)

De verdade, verdadinha, gosto de desafios.

Agora, não sei se concretizarei a leitura dos outros dois livros, mas só por precaução, devido a efeitos raros na minha pessoa. Também admito que não escolhi o melhor tipo de leitura para esta fase da minha vida. Confesso.

Bem, fui à internet para mais saber.

Sinopse:

Os «Livros Negros» de Gonçalo M. Tavares têm um novo Reino: Aprender a rezar na Era da Técnica.
Lenz Buchmann é um homem atroz. Como médico, despreza os doentes. Como político, despreza a sociedade. Como marido..., como irmão... como filho, enaltece irracionalmente o pai porque é assim que se comportam os homens desprezíveis.
Depois de: Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser e Jerusalém, Aprender a rezar na Era da Técnica mantém o mesmo olhar agreste e tantas vezes sombrio sobre a condição humana: «O que vês quando olhas para onde todos olham?»

 

03
Mar16

Estórias dentro da História ou vice-versa

Mariali

Desde que o meu escritor favorito partiu, tenho lido autores um pouco de modo avulso, eles e eu vamo-nos esbarrando e esse tem sido o motivo da minha escolha.

No fim de semana, um livro chamou-me a atenção, não pelo título, mas pela autora. Na estante, um pouco desarrumada, por cima de um lote de livros, encontrava-se o nome da escritora Luísa Costa Gomes. Só a conhecia da escrita infantil. Aguçou-me a curiosidade e pus-me à descoberta.

Vi logo quem ali o colocou. Uma das "pós- graduações" que uma filha tem é sobre Artes da Escrita. Daí, este livro se cruzar comigo- A Pirata. Um romance de acção e aventura. A vida de uma mulher, uma maria rapaz por destino, conveniência, necessidade, aventura... Mas que nunca deixou de ter um olhar e sentimentos femininos, quando as circunstâncias do acaso da vida assim o permitiam.

Adorei ler esta história aventurosa de Mary Read, pirata das Caraíbas.

É para todas as idades, e, ainda, acrescento, para todos os géneros. Aconselho. 

A Pirata

 

18
Out15

Livros

Mariali

É sempre tempo de relembrar...

Li muito pouco neste verão, porque passei o tempo a saltar de um lado para o outro.

Faço parte de famílias grandes que vivem espalhadas por todo o lado, com seus afazeres e sem um ponto que os motive ao reencontro. Assim vão passando os anos. Antes que a razão do encontro familiar fosse um triste encontro, e antes que o tempo nos vença, organizei dois convívios. Exigiu muita estratégia, coordenação, trabalho...

Por isso, relaxar sem nada fazer, nem sequer ler, também é essencial.

Um certo dia de nevoeiro e chuva miudinha, estava à beira mar, caminhando pelas ruas da cidade, quando encontrei uma loja de livros em 2ª. mão. Comprei dois livros, pequenos mas intensos no seu conteúdo. Carta ao Pai de Franz Kafka e A Instrumentalina e Outros Contos  de Lídia Jorge. Custaram-me 7 euros.

Posso dizer-vos que acertei em cheio. É impressionante como me revi nos dois géneros de escrita e estórias. Adorei. Adorei. Porque, como vou dizendo, os livros que vão de encontro às minhas raízes, ao mais profundo e desconhecido de mim, eu sei lá, aqueles que me deixam a matutar durante meses, ou uma vida... Esses são os meus preferidos.

E fiquei feliz por esta descoberta, assim, espontaneamente, num passeio descontraído, pelas ruas da cidade.

23
Abr15

Eu e os livros- naquele e neste tempo

Mariali

Quase no final do dia do Livro e eu nem pude fazer a minha reflexão.

Com certeza vou repetir-me e repetir o que outros leitores a toda a hora já fizeram. Não vou escrever a minha história com os livros, pois, já iniciou há tanto tempo que necessitaria de uma cábula bem organizada para me orientar até aos dias de hoje. Penso que, naquele tempo, só havia grandes livros, grandes autores, grandes romances. Tolstoi, Stendhal, Henri Charrière, Camus... De repente, são estes autores que me vêm à memória. Eu era uma adolescente, miúda até muito tarde, mas, apenas, no modo de vestir, não de pensar, penso... 

No dia em que a carrinha biblioteca da Gulbenkian passava na estrada, bem distante de minha casa, nós corríamos, de corações a bater tão alto- impossível não serem escutados-, carregados de livros para devolver e cheios de curiosidade para outros livros, outras histórias, outros sonhos para sonhar...

E eram assim as nossas férias grandes, entre irmãos, livros, brincadeiras, descobertas.

Houve um tempo que estagnei. Mudança de estado civil. Os filhos. A profissão. Mas sempre os livros me acompanharam, embora fossem outros. Histórias de encantar, os de contos, os de valores, os de leitura obrigatória...

Agora, é diferente. Nem sempre me apetece ler. Porque os óculos pesam-me no nariz, os olhos cansam-se, e, também, porque gosto de ficar com a história em mente, que me agite a consciência, que me faça melhor, que me abra horizontes, que não façam sonhar...

E é bem difícil eu descobrir tudo isto num só livro. 

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