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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

03
Set18

Setembro é tempo...

Mariali

Outro Setembro voltou.

Pela terceira vez, e eu sem conseguir

silenciar, naturalmente.

Quem dera possuir essa capacidade...

Tento.

Mas sempre virando-me e observando

o tempo anterior.

Agora, mesmo, tenho pressa de saber.

Até quando?...

A pintura, a fotografia... Hobbies.

Tanto prazer!...

Reiniciei, devagar, a fotografia...

Sei.

Ainda é cedo.

E porque até o silêncio não basta.

É preciso estar em auto-atenção.

É preciso quietude interior.

E bradar aos quatro ventos?...

Não justifica, nada resolve.

Tento.

Sei...

Ainda é cedo.

Entretanto, outro Outono se aproxima.

Maduro. São lindos seus tons. 

Setembro é início e fim.

Apesar de tudo,

gosto.

 

 

 *composição

**pinturas baseadas em coisas minhas e não só, e eu :)

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13
Ago18

Férias, viagens, trambolhões...

Mariali

A viagem agendada para o final de Julho até aos primeiros 6 dias de Agosto, já, em si, provocou uma adrenalina própria que o viajante sempre experimenta. Desta vez, visitámos S. Petersburgo e Moscovo. 

Fiquei  deslumbrada?...

Direi, até, apaixonada pelas estas duas maravilhosas cidades. Não fui a única, o que me apercebi, várias pessoas do grupo confessaram estar a sentir o mesmo...

Numa das mensagens que enviei para meus familiares, disse:- Converti-me.

 

Ora, cá por casa, já estão a tentar opinar e fazer, à rebelia, tudo para que eu me esqueça da minha última paixão. Sou teimosa e sei que vai ser difícil esquecer.

E eu gosto de gostar assim, rápido, à primeira vista. Os ruídos ou interferências, esses, vou tentar ignorá-los.

Só sei que adorei!!!

 

Quanto aos trambolhões?...

É... Em uma saída de praia, em direção ao bar, dei uma chinelada na borda do estrado de madeira, cambaleei um percurso de 10 metros, adquiri alta velocidade, e só parei quando cabeceei um tubo de ferro bem fixo, fazendo um estrondo que entoou toda a praia e arredores... :) Caí, imobilizada. Rodearam-me, alguém já ligava para o INEM e só ouvia:- sente-se nesta cadeira.

Eu, mesma, tive de dar ordens para que aquela gente se acalmasse. Pedi gelo e que me deixassem estar um pouco em repouso... 

Infelizmente, para eles, não houve mais espectáculo. Tudo bem.

 

Mas foram 5 dias, precisamente os dias antes da viagem, de observação e cuidado.

Pronto. Agora que ninguém se atreva a dizer que estou a sofrer de efeitos secundários... :) ;)

 

Sem mais pormenores, algumas fotos das mil e pico... Difícil a escolha.

 

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20
Jul18

Olhares

Mariali

Cada um de nós vê o mundo com os olhos que tem, e os olhos veem o que querem,

os olhos fazem a diversidade do mundo e fabricam as maravilhas, ainda que sejam de pedra,

e altas proas, ainda que sejam de  ilusão.

                                                                              José Saramago

 

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 *foto de smartphone

10
Jul18

Triste realidade...

Mariali

Naquela tarde fizemos praia num local onde há filas de barracas que se direccionam ao mar e todas estão ocupadas, porque o dia é de muito calor. Mas há os espaços reservados a paraventos e guardassóis. Aí, nos encontrávamos. Também havia um grupo grande de jovens com seu alarido, não direi próprio da idade mas sim da má educação, como mais tarde constatámos.

Um senhor com fisionomia tailandesa, daqueles que percorrem a praia para serviço de massagens, passou à nossa frente de olhar meigo e sorriso tranquilo. Era o modo de nos abordar se queríamos ou não os seus serviços.

Duas jovens do dito grupo, prontamente, fizeram-lhe sinal, e, durante 30 minutos, receberam as massagens. Estavam rodeados de todos os outros jovens que, entretanto, proferiam piadas de vocábulos pouco apropriados, como que todo o espaço lhes pertencesse.

De repente, vemos o senhor, em silêncio, a arrumar a sua maleta, e alguns jovens a mostrarem-se incomodados, (não sei se de verdade ou se por simulação)... As duas jovens tinham desaparecido sem efectuar o pagamento.

 

E o espaço onde eles se encontravam?! Ficou repleto de garrafas, latas, pacotes vazios...

 

O que é isto?!... Que falta de educação é esta?!... Que força e vontade de transgedir os move?!... A coesão de grupo move-os para o mal?!...

Uma das minhas filhas estava presente. Olhou-me e interrogou-me:- Não vais lá chamar-lhes à razão?!...

Nem respondi. Senti-me envergonhada pela atitude deles e pela minha.

 

Ficámos a conversar e a tentar perceber que jovens eram aqueles. Conhecemos e convivemos com muitos e não conseguíamos imaginar esta cena entre eles. O meu irmão dizia que pertenciam a qualquer instituição ou bairro social. Eu não concordei, nem acredito, mesmo. É muito fácil rotular pessoas mais carenciadas de mal-educadas, falsas, perversas. A carência não era a nível material. Nem tão pouco por falta de formação.  

 

 Arriscaria a dizer que, talvez, esta é uma forma patológica de exibicionismo.

 

 

 

11
Set16

Já cheira a outono

Mariali

De Barcelona para o interior. O campo em terras do norte de Portugal. Assim foi a minha semana. Cheia de contrastes.

De Barcelona, falarei mais tarde.

Já comecei a podar. As sebes tomaram dimensões exageradas. Lá me explicaram como fazer, e eu sorri, de escárnio...

- Não. Tenho que poupar as minhas mãozinhas! E as dores de cervical que posso ganhar? E depois são 50 euros na osteopata e não sei quantos na manicure :) ... Foi o que respondi .

Mas não aguentei. O campo tem estes efeitos sobre mim. Quando fiquei sozinha, foi só  tic... tic... tic... E uma sebe já está.

Mas, antes disso, já tinha apanhado amoras vermelhas e amarelas, maracujás roxos, vi as plantas de maracujá amarelo e banana que estão floridas e ainda não deram fruto, apanhei algumas avelãs, caídas, junto à árvore, assim como, tomates, feijão verde, pimentos, beringela, uvas... E reguei toda a área do jardim.

E ainda acrescento. O campo não é para mariquinhas. De repente, podemos transportar um bicharoco qualquer, e nada de gritaria. ;)

Deixo aqui alguns registos.

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08
Jul16

É a vida...

Mariali

Nota-se o meu entusiasmo em escrever. Pouco. Muito tem acontecido. Os dias passam velozes e eu tento despreocupar-me e seguir caminho. Por vezes são eles, os dias, que tentam apanhar-me.

Quem não me tem acompanhado nestas andanças dos dias ou de mim, é a máquina fotográfica. Não tem sido minha companheira constante. Porque sinto-a pesada e perturba-me o caminhar... Mas, ainda assim, está carregadinha de registos.

E o calor? Pois... Ninguém aguenta. Hoje, por cá, esteve uma manhã fresquinha. Mas depressa passou... É a vida de alguns, claro. Sempre desejando o que não têm.

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18
Out15

Livros

Mariali

É sempre tempo de relembrar...

Li muito pouco neste verão, porque passei o tempo a saltar de um lado para o outro.

Faço parte de famílias grandes que vivem espalhadas por todo o lado, com seus afazeres e sem um ponto que os motive ao reencontro. Assim vão passando os anos. Antes que a razão do encontro familiar fosse um triste encontro, e antes que o tempo nos vença, organizei dois convívios. Exigiu muita estratégia, coordenação, trabalho...

Por isso, relaxar sem nada fazer, nem sequer ler, também é essencial.

Um certo dia de nevoeiro e chuva miudinha, estava à beira mar, caminhando pelas ruas da cidade, quando encontrei uma loja de livros em 2ª. mão. Comprei dois livros, pequenos mas intensos no seu conteúdo. Carta ao Pai de Franz Kafka e A Instrumentalina e Outros Contos  de Lídia Jorge. Custaram-me 7 euros.

Posso dizer-vos que acertei em cheio. É impressionante como me revi nos dois géneros de escrita e estórias. Adorei. Adorei. Porque, como vou dizendo, os livros que vão de encontro às minhas raízes, ao mais profundo e desconhecido de mim, eu sei lá, aqueles que me deixam a matutar durante meses, ou uma vida... Esses são os meus preferidos.

E fiquei feliz por esta descoberta, assim, espontaneamente, num passeio descontraído, pelas ruas da cidade.

03
Ago14

Desabafos- tempo sem idade

Mariali

Era o tempo denominado "férias grandes". Quase que me esquecia das lições tão sérias e importantes que fariam de mim uma mulher. As brincadeiras eram tantas para preencher um dia! Tinha de haver muita criatividade para que não houvesse desânimo, ou falta de sentido nas nossas vidas. E, como éramos muitos, irmãos, sempre surgia uma ideia diferente para concretizar a cada dia. Nem que fosse asneira... 

Uma das brincadeiras com uma das minhas irmãs- os ensaios para quando tivéssemos quarenta, cinquenta, ou sessenta anos- vejo, agora, que foi uma perda de tempo. Vestíamos roupas da minha mãe, e outras que por lá havia do tempo da minha avó. Elaborávamos penteados presos por grandes pulverizações de laca e com ganchos e travessas enormes, dizem, se bem me lembro, feitos com osso de tartaruga... Os sapatos e carteiras também fizeram parte destes ensaios tão a preceito. Mas que velha feia eu ia ser! Não sabia se suportaria tanta fealdade quando me aproximasse dos quarenta...

Os tempos mudaram. As férias deixaram de ser assim tão grandes. As crianças e adolescentes não necessitam ser tão criativos para brincar...

E as mães e filhas vestem, calçam, penteiam-se do mesmo modo. O recheio, esse, com certeza, é bem diferente. Mas tudo o que as envolve e as faz sentir bem na sua pele, não tem de ter etiqueta ou letreiro conforme a idade; tanto pode ser usado por uma trintona, quarentona, como por uma "sexygenária"... 

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