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TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

TUDO AVULSO

Acontece-me... Por inspiração... transpiração... ou porque me apetece...

08
Dez19

Se puder, eu quero...

Mariali

Registando elevações ou depressões com seus rios ou afluentes que umas vezes transbordam, outras, parecem ressequidos e/ou cansados de intempéries...

Não há pressa em avistar o mar. Não há pressa que o sol brilhe, nem que a lua, iluminada por ele, surja no seu bailado feiticeiro.

Assim vai a história construindo-se de pequeníssimas estorietas, reparo. Parece que o sonho partiu e quer abalroar-nos de vazio ou absorver-nos em poeira. Cegando-nos, devagarinho e querendo-nos emburrecer,  perdemo-nos do ideal de cada vida nossa.

Qual ideal???...

Quero sacudir-me... Se puder, deixar-me ser! Como Exemplo, como Maior, como Mãe, como Humano.

Entusiasmar por pequeninos acontecimentos, sorrir até os cantos da boca me doerem, fazer projectos, e, se puder, cumpri-los...

Viajar, abraçar gente que gosto, sem precisar de dizer que a amo.

Correr avançando degraus. Sentir-me num corpo sem idade. 

Não precisar explicar com palavras o que canta o coração, mas, e, se puder, compreendê-lo.

 

 

*bairro judeu ou por ali perto, Buda(Peste). 

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29
Nov19

Acontece a quem vive

Mariali

-Eu que tanto rezei para que Deus não me levasse mais algum filho.- São as palavras da minha sogra, repetidas, vezes sem conta.

-A vida é tão injusta!- As palavras da filha, quando não está perto da avó.

Haverá dor comparável à de uma mãe que perde um, dois, ou mais filhos?...

E a dor da filha?- Imagino. Ainda tão jovem! E há um ano partiu sua mãe.

 

Morte cerebral na sexta-feira passada. Depois, o fim de semana, burocracias, aproveitamento de alguns órgãos, e sei lá mais o quê...

Só ontem foi o funeral.

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*foto do meu arquivo, de lá, do sítio onde moravam

 

12
Nov19

Sem castanhas, nem vinho....

Mariali

No domingo, véspera de S. Martinho, subentendia-se que poderíamos pré-festejar comendo castanhas. Mas não, na verdade não se proporcionou. Festejos de dois aniversários, com tudo o que faz parte, e muito pessoal, jovens e menos jovens, muitas conversas, risos... Muito.

Eu chegara de Budapeste no sábado, perto da meia-noite. Cansada. Então, não deveria estar a fazer frete?!...

Entre os meus, em local onde se encontram minhas origens/raízes, sonhos, memórias... E, quando assim acontece, a energia não se esgota.

Quanto ao vinho, não faltou, eu é que não provei. Ainda de ressaca, por causa da viagem, claro ;)

 

Lá, mais abaixo, perto do pequeno rio, alguns registos.

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11
Out19

Bora lá, então...

Mariali

Ao tentar construir muros para não ser apanhada desprevenida por qualquer flecha, qualquer dia, os sentidos resumem-se a um. Está quase…

Acredito nos valores, acredito no conhecimento, acredito na sabedoria… Acredito. Mas há algo invisível que tudo visiona ao contrário.

No que acreditar? A espera já vai longa. O deixar acontecer já é em demasia. Paciência… Resiliência...

Os voos de ida e regresso, tímidos, contidos… Quem me dera ver o que elas dizem ser.

O certo é que a vida é de cada um. E a vida não vivida em conformidade com a dita normalidade, parece estancar, andar à roda, repetindo-se.

Por mais que os filhos cresçam, em idade, sempre são os "nossos filhos". E que o sofrimento existe, existe. Resta superá-lo, saber aceitar?

Bora lá, pais deste país, toca a praticar a lei do desapego.

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16
Mar19

O peso do coração...

Mariali

Em primeiro de tudo, quero dizer que, hoje,  sonhei com o meu pai... 

Muito raro sonhar. Não o reconhecia como um bom pai, principalmente, durante todo o meu crescimento até ao tempo que mudei de estado civil. Depois, fui mãe, uma, duas vezes e, pouco depois, ele adoecia e ficava com sequelas para o resto de sua curta vida.

Aos poucos, fui reconhecendo que ser pai "destes" seus filhos, não foi nada fácil...

 

Mês de Março. Mês de comemorações: Dia do Pai e seu Aniversário.

Então, depois das duas viagens por Marrocos, depois da aula de Filosofia prática, sobre o Egipto- A análise do Papiro de ANI- "o peso do coração do morto", e depois de ter tratado das lides domésticas... Adormeci, vagueei... 

 

O chilrear dos pássaros, o barulho dos carros, as vozes ao longe... Um aperto no peito, o coração. 

Acontecia o despertar, melhor, o adormecer. Lento...

Uma enorme tela pendurada, não sei se em uma parede, se no meio do nada, suspensa. Reconheci, de imediato, que era o Papiro de Ani. Num plano mais abaixo, alguns elementos moviam-se, uns estavam agitados, outros mais concentrados. Aí, vi o meu pai. Os deuses, os olhos da mente, (egoísta e pura) os braços da balança, a pena e o coração, cada um em seu prato. Senti-me angustiada! Estavam a pesar o coração de meu pai...

Era leve!!!

-Está tudo bem- escutei.

Anubis é um bom avaliador.

 

Acordada, vi tudo em conformidade.

Havia luz.

 

 

05
Fev19

Filosofando mas pouco

Mariali

Desvalorizava e até tinha a ideia que era doença para criança. Apanhei o virus e já lá vão 3 semanas, com direito a  3 consultas, gotas e gotinhas, mais cremes e pomadas... Agora já sei o que é uma conjuntivite a sério.

Estou na recta final, ainda medicada. Terei nova consulta, para exame completo aos olhos, sabe-se lá os efeitos na visão, "diz- que".

 Sempre que insistia na leitura, o estado clínico agravava-se...

Um outro "problema",  que, agora, vejo transformado em óptima resolução, foi habituar-me a não "pentear" as pestanas (rímel).

 

Conhecem Bhagavad Gita?

 

Emprestaram-me o livro, e,  evidente, não pude iniciar a leitura. A curiosidade levou-me a ouvir vídeos. Houve essa necessidade, uma vez que tinha iniciado uma formação "Conhece-te a ti mesmo", que é a máxima do Curso de Filosofia Prática. Uma viagem às principais ideias filosóficas do Oriente e Ocidente.

 

No Facebook , reparei na publicidade sobre esta formação, encaminhei-a para as minhas filhas. Elas devolveram-me, dizendo que seria óptima para mim. 

Os filhos crescem e sentem que os pais precisam de evoluir (interiormente). Será?!... A sério?!... E por que não?!... De uma boa reflexão quem não está necessitado...

Então, à 6-ª, ao fim do dia, durante 3 meses. O grupo é quase todo jovem, eu serei a mais velha.

 

Sei que devo ser humilde. Mas não saí de casa, como agora os jovens, quando vão frequentar o ensino superior, mas saí para frequentar o 2º ciclo. Logo, o convívio em família, passou a ser nas férias de Natal, Páscoa e no Verão.

Os novos amigos, as diferenças culturais, o meio citadino, residir longe dos pais e outros familiares foram impostos, assim, desde muito cedo. E não havia como fugir dos problemas que iam surgindo a cada instante. Resolvia, contornava, ou sei lá... Crescia.

 

Os anos passaram. O curso terminado. O emprego. O casamento...

E a casa, o sítio onde nasci, os pais e outros familiares... Uns, permanecem. Outros, mudaram-se como eu. E há os que partiram para sempre. 

 

Ouve-se muitas vezes dizer que os filhos só compreendem os pais quando também o são. Para mim, é uma grande verdade. Aconteceu comigo.

Pois, agora é a minha vez, vou esperar, nunca desesperar e, (não sentada), ver se um dia acontece...

Mas tudo bem. Um desabafo. Tenho de reconhecer que minhas filhas são as melhores do mundo.

 

 

30
Dez18

Balanço, previsões, imprevistos...

Mariali

 Com o passar do tempo, é suposto irmos amadurecendo. Concordo que são os "sopapos" da vida que nos fazem crescer em maior velocidade, quando não dão para deprimir... 

Este ano, de 2018, foi como um querer virar de página, trocar de livro, ou de história, mudar de rumo... Isto, devido ao ano que o antecedeu, o 2017. Com certeza, nunca o esquecerei... Porque é de bom grado lembrar os entes queridos que já partiram.

 

Apesar de sempre me ter considerado atenta,  penso que, este ano, a minha atenção redobrou. Parece paradoxo, mas, por uma questão de saúde mental, comecei por ouvir, ler, escrever, e, talvez, falar muito menos do que era habitual. Para que, apenas, o "essencial" me ocupasse os pensamentos, não me desgastasse, não me distraísse, inutilmente. Tentei usar filtro. Nem sempre funcionou, mas o balanço foi positivo. Muito ficou por ultrapassar.

Os dias continuam, sucedem-se e, com certeza, lá chegarei.

 

Aproximava-se o tempo de natal e eu, insegura, esperava o acontecer.

Estratégias?... Nem por isso. Coração aberto, a atenção ligada, preparativos a decorrer, e, devagarinho, entrávamos no verdadeiro espírito de natal. Tenho a registar que tudo bem, obrigada. Harmonia, partilha, amor, alegria em quantidade(qb) :)

 

Planos para 2019?... De verdade, preferia, também, deixar que fosse acontecendo. Porque já me saí muito mal a fazer previsões.

Mas posso arriscar e desejar viver a vida, com muita saúde, muita sabedoria, logo, "desvencilhar-me" das adversidades...

Somos pecinhas tão fragéis, tão pequeninas deste imenso puzzle, e sei que criar grandes expectativas, comigo, não resulta. Pedir ou desejar não basta, não resolve, necessitamos de toda a força, toda a compreensão, toda a leveza, toda a sorte do mundo e para o mundo.

 

Então, boas atitudes! Porque as palavras não bastam.

🌍💞

 

 

17
Out18

Viagens- Malta

Mariali

Ainda de ressaca do regresso de férias, desta vez fomos a Malta.

Não houve praia nem mergulhos. Sol, sim, muito, no percurso de visitas e passeios que permitiram conhecer Malta. O que as ilhas têm de melhor e que nos surpreenderam, deixando-nos "boquiaberta": a beleza natural e património.

Valletta, capital de Malta, o centro da cidade é magnífico, as praças, ruas principais, e outras ruas bem estreitas e íngremes, escadarios... Há paredes ocres, janelas e varandas (marquises) empoleiradas, de todas as cores e alguns feitios... O contraste do moderno com o antigo, as igrejas, as luzes, a noite e os bares...

 

No dia seguinte, visitámos a ilha de Gozo. Já, nessa ilha, seguimos num city sightseeing e percorremos os vários locais turísticos. Fizemos uma paragem mais prolongada, em Victória, capital desta ilha, onde explorámos o centro e a sua citadela. Deslumbrante. As mesmas cores. Os monumentos, o património, a história. Beleza.

 

No terceiro dia, apanhámos o autocarro para Valletta e de lá outro em direção a Birgu para a visita das "três cidades"(Birgu/Vittoriosa, Senglea e Cospicua). O porto de mar e as marinas. Quase em círculo. O passeio num comboinho turístico.

Regresso à cidade de Valletta por barco. Subida de elevador aos jardins Barraka Gardens. 

 

Mdina, também na ilha de Malta. Já lá chegámos muito tarde. Quase desanimadas, pelo chuvisco e pelo cair do dia. Mas a visita às ruas e ruelas, iluminadas pela luz do fim do dia, ainda tornou a cidade (antiga capital de Malta) mais surpreendente e mágica.

De novo a cor ocre, as janelas e portas coloridas e as marquises... As vistas fantásticas da muralha.

 

Tanta História por contar e por ver. Com certeza um destino a repetir, mas não por mim... Tenho tanto a conhecer... :)

 

*Valletta

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*viagem e ilha de Gozo 

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*marina, as 3 cidades e Valeta

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*Medina

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